Um professor de 41 anos passou a ser investigado pela Polícia Civil por suspeita de crimes sexuais contra um adolescente de 15 anos, ex-aluno do investigado, em São Gabriel. O caso é conduzido pela Delegacia de Polícia do município, coordenada pelo delegado Daniel Severo.
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Conforme a Polícia Civil, a investigação teve início após o registro de ocorrência realizado no dia 27 de abril de 2026. A denúncia apontava que o adolescente estaria sendo alvo de abordagens de cunho sexual por meio do aplicativo WhatsApp.
Durante as apurações, os policiais reuniram depoimentos, registros de conversas e relatórios técnicos de imagens que, segundo a investigação, demonstram que diálogos inicialmente informais evoluíram para mensagens com conteúdo sexual. Entre os elementos analisados estariam questionamentos íntimos, pedidos insistentes de envio de fotografias de natureza íntima e troca de imagens pornográficas possivelmente envolvendo adolescentes.
De acordo com a Polícia Civil, os fatos investigados podem configurar crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo aliciamento, assédio e instigação de adolescente por meio eletrônico, além de indícios de tentativa de obtenção de material pornográfico envolvendo menor de idade.
A investigação também identificou, segundo a polícia, tentativas de ocultação de provas, como orientações para exclusão de mensagens trocadas entre o investigado e a vítima.
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do suspeito ou, alternativamente, pela aplicação de medidas cautelares. O pedido destacou o risco de reiteração delitiva em razão da atividade profissional exercida e do contato direto com crianças e adolescentes.
Com parecer favorável do Ministério Público, o Poder Judiciário determinou a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Entre elas estão a proibição de frequentar estabelecimentos de ensino ou locais com presença predominante de crianças e adolescentes, afastamento imediato das funções docentes, proibição de contato com a vítima e familiares, além de restrição de deslocamento sem autorização judicial.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, incluindo análise de dispositivos eletrônicos apreendidos durante cumprimento de mandado judicial, com o objetivo de aprofundar a apuração e identificar possíveis outras vítimas.
Conforme ressaltou o delegado Daniel Severo, “a atuação policial foi pautada na rápida resposta à denúncia, com preservação das provas e adoção de medidas legais para proteção do adolescente. A imposição de cautelares rigorosas assegura o afastamento do investigado do ambiente de risco e permite o avanço das investigações com segurança”.