Homem é condenado a quase 18 anos de prisão por matar ex-companheira em Santa Maria

O Tribunal do Júri condenou, na noite desta quinta-feira (14), Luiz Roney Freitas da Costa a 17 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pelo feminicídio da ex-companheira, Mariane de Souza Ravazi, morta a facadas em outubro de 2024, no Centro de Santa Maria.

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A condenação ocorreu após julgamento realizado no Fórum de Santa Maria. O réu, que já estava preso preventivamente, não poderá recorrer em liberdade.

O Conselho de Sentença reconheceu as três qualificadoras apontadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul: motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, em razão da condição de sexo feminino.

Conforme a denúncia do Ministério Público, Luiz Roney não aceitava o fim do relacionamento e passou a ameaçar Mariane após a separação. A vítima chegou a obter medida protetiva contra o acusado, mas continuou sendo perseguida.

No dia do crime, ocorrido em 9 de outubro de 2024, o homem aguardou a ex-companheira nas proximidades do local onde ela trabalhava. Ao ser atacada, Mariane tentou fugir e entrou em um restaurante pedindo socorro, já ferida, mas acabou atingida por golpes de faca e morreu no local.

As investigações também apontaram que o acusado já havia praticado ameaças e agressões anteriores, evidenciando um histórico de violência doméstica e familiar.

Durante o julgamento, a defesa sustentou teses como homicídio privilegiado, alegando violenta emoção, além de suposta incapacidade do réu em razão do uso de álcool e medicamentos. Nenhuma das hipóteses, porém, foi acolhida pelos jurados.

A promotora de Justiça, Caroline Mottecy de Oliveira, informou que o Ministério Público irá recorrer da decisão buscando o aumento da pena.

– Foi um resultado importante para a comunidade de Santa Maria. Os jurados estiveram muito atentos ao longo de todo o julgamento, que foi bastante debatido, com discussões intensas. Agora, o nosso papel é recorrer para buscar o aumento da pena, considerando a gravidade dos fatos – destacou.

O julgamento foi acompanhado por familiares da vítima, incluindo o pai e o filho de Mariane, além de amigos.

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