Ser doador de medula óssea pode salvar vidas: saiba quem pode doar e por que manter os dados atualizados é fundamental

O transplante de medula óssea é uma das principais formas de tratamento para diversas doenças hematológicas, como leucemias, linfomas e anemias graves. Para muitos pacientes, encontrar um doador compatível é a única chance de cura. O REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o principal banco de dados que reúne informações de pessoas dispostas a doar e ajuda a conectar doadores a pacientes que aguardam por um transplante.

A compatibilidade genética entre doador e receptor é extremamente difícil de encontrar – entre irmãos, a chance é de 25%, mas entre pessoas não aparentadas, a probabilidade pode chegar a uma em cada 100 mil. Por isso, quanto maior o número de doadores cadastrados, maiores são as chances de encontrar uma combinação ideal.

Quem pode doar medula óssea?

Para se tornar um doador voluntário de medula óssea, é necessário:

  • Ter entre 18 e 35 anos no momento do cadastro (embora a doação possa ocorrer até os 60 anos);
  • Estar em bom estado de saúde;
  • Não ter doenças infecciosas ou incapacitantes, como HIV, hepatites B e C, doenças autoimunes, cardíacas, pulmonares ou câncer;
  • Apresentar um documento oficial com foto no momento do cadastro.

O cadastro é feito nos hemocentros de todo o Brasil. Basta doar uma pequena amostra de sangue (5 ml) para que seja feito o exame de tipagem HLA, responsável por identificar as características genéticas necessárias para o transplante.

A importância de manter os dados atualizados

De nada adianta estar cadastrado no REDOME se, ao ser identificado como potencial doador, os responsáveis não conseguem entrar em contato. Por isso, manter os dados atualizados é tão importante quanto se cadastrar.

Informações como telefone, endereço e e-mail devem ser revisadas sempre que houver alguma mudança. O procedimento é simples e pode ser feito online pelo site do REDOME: https://redome.inca.gov.br. Alterações no estado de saúde que impeçam a doação também devem ser comunicadas.

Ser doador de medula óssea é um gesto voluntário, seguro e que pode salvar a vida de alguém em qualquer lugar do Brasil – ou até do mundo. Faça a diferença: cadastre-se e mantenha seus dados em dia.


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