Justiça nega pedido de exame de insanidade mental de Tiago Felber, acusado de matar o filho em São Gabriel

A Justiça negou o pedido da defesa de Tiago Ricardo Felber para instauração de incidente de insanidade mental no processo em que ele é acusado de matar o próprio filho, Théo Ricardo Felber, de 5 anos, em São Gabriel. A reportagem do portal rafaelmenezes.net teve acesso exclusivo ao documento na qual o magistrado indeferiu o pedido com base na ausência de elementos concretos que indiquem dúvida razoável sobre a integridade mental do réu no momento do crime.

Na decisão, o juiz citou jurisprudência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) segundo a qual a abertura desse tipo de exame depende de indícios sérios e fundamentados de que o acusado não tinha capacidade de autodeterminação na época dos fatos. “Não há nos autos provas ou indícios convincentes acerca da capacidade mental do réu que justifiquem a medida”, destacou. No entanto, o juiz ressaltou que a questão poderá ser reavaliada caso surjam novos elementos durante a instrução processual que apontem eventual comprometimento psíquico.

A audiência de instrução foi marcada para 25 de setembro de 2025, às 13h30min, em formato híbrido (virtual e presencial). Nesse momento, serão ouvidas as testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório de Tiago. Caso ele seja pronunciado ao final dessa etapa, o processo seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri, competente para julgar crimes dolosos contra a vida.

Tiago segue preso na Penitenciária Estadual Modulada de Uruguaiana desde a decretação de sua prisão preventiva, determinada por questões de segurança.

O crime

De acordo com o laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP), Théo morreu em decorrência de traumatismo crânio-encefálico compatível com queda de altura após ter sido arremessado de uma ponte pelo pai. O documento também apontou sinais de esganadura, embora essas lesões não tenham sido a causa direta do óbito.

Segundo as investigações, Tiago confessou que tentou estrangular o filho na noite anterior ao crime e afirmou ter cometido o homicídio como forma de vingança contra a ex-esposa, de quem estava separado havia cerca de um mês. Após o ato, ele teria almoçado em um restaurante antes de se entregar às autoridades.

A reportagem entrou em contato com o advogado Roberto Leite, que representa Tiago Ricardo Felber, mas ele informou que, no momento, não irá se manifestar.

GOSTOU DA NOTÍCIA? COMPARTILHE

PARCEIROS