PF conclui segunda fase da investigação sobre o assalto à aeronave pagadora em Caxias do Sul

A Polícia Federal concluiu nesta terça-feira (19) a segunda fase da investigação sobre o assalto à aeronave pagadora ocorrido no Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul. O relatório final dessa etapa indiciou 22 pessoas pelos crimes de latrocínio, falsificação de símbolo, explosão, falsificação de identidade, adulteração veicular, usurpação de função pública, posse de arma de uso restrito, lavagem de dinheiro e organização criminosa com uso de armas de fogo. Essa conclusão reforça a complexidade da ação criminosa, que mobilizou uma grande estrutura logística e contou com participação de diversos envolvidos.

Na primeira fase, encerrada em agosto de 2024, a Polícia Federal já havia indiciado 17 suspeitos, além de ter realizado prisões, bloqueios de contas bancárias, sequestro de imóveis e busca e apreensão em diferentes cidades. Dois integrantes do grupo foram mortos em confronto com as forças de segurança durante as investigações. Ao todo, as penas previstas para os envolvidos poderiam ultrapassar 90 anos de reclusão.

O caso ganhou repercussão nacional na noite de 19 de junho de 2024, quando um grupo fortemente armado invadiu o aeroporto durante o pouso de uma aeronave que transportava aproximadamente R$ 30 milhões. Disfarçados de policiais federais, os criminosos abriram fogo contra vigilantes da transportadora de valores e conseguiram levar mais de R$ 14 milhões. A ação violenta deixou a comunidade em alerta e chamou atenção pela ousadia e pelo planejamento do grupo.

As investigações revelaram ainda a participação de um funcionário da transportadora de valores, que teria repassado informações privilegiadas à quadrilha, como datas de pouso da aeronave. Esse repasse foi considerado decisivo para a execução do crime. Ao longo das apurações, a Polícia Federal identificou também o uso de veículos clonados, armamento pesado e estratégias de lavagem de dinheiro, o que evidenciou o caráter organizado da quadrilha.

Com a conclusão da segunda fase, a PF considera mapeada a maior parte da rede criminosa responsável pelo assalto, que se tornou um dos maiores já registrados no Rio Grande do Sul. O inquérito agora segue para o Ministério Público Federal, que poderá oferecer denúncia formal contra os indiciados.

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