Integrantes da Ascamed se manifestam após operação da Polícia Federal em Santa Maria

Após a deflagração da segunda fase da Operação Desvio Verde, realizada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (31), integrantes da Associação Santa-Mariense de Cannabis Medicinal (Ascamed) se manifestaram nas redes sociais sobre a ação.

Em publicações no perfil oficial da entidade, a Ascamed afirmou que a Polícia Federal realizou uma nova ação na sede da associação, onde foram apreendidos equipamentos, óleos e sementes, além da detenção do presidente e do farmacêutico responsável.

Na nota, a associação declarou que, mesmo diante das adversidades, segue “firme no propósito de garantir o acesso responsável, seguro e humano à cannabis medicinal”. O texto também destacou que cada associado e cada história transformada reforçam o compromisso da entidade com a transparência, o respeito à lei e o cuidado com os pacientes.

“A Ascamed não é apenas uma associação. É uma rede de apoio, esperança e ciência que transforma dor em qualidade de vida”, diz o comunicado.

Em outra publicação, a associação afirmou que esta é a segunda vez que é alvo de operação da Polícia Federal, e que isso “não vai parar e muito menos silenciar” o trabalho desenvolvido pela entidade.

“Uniremos nossas forças e seguiremos lutando pelo acesso à saúde daqueles que precisam e esperam o nosso trabalho acontecer para garantir uma qualidade de vida melhor”, destacou a Ascamed.

Nas redes sociais, internautas também se manifestaram em apoio à associação. Um dos comentários afirmou que a operação representa “mais um absurdo contra uma associação que produz medicamento”, e destacou a importância do trabalho da Ascamed no atendimento de mais de mil pacientes que utilizam a cannabis medicinal.

“Ninguém aguenta mais farmacêutico ser tratado como criminoso. As associações precisam de segurança para continuar oferecendo medicamentos de forma acessível e de qualidade”, escreveu um usuário.

A vereadora Alice Carvalho (PSOL) também se manifestou nas redes sociais, afirmando que acompanha “com atenção e preocupação” a operação da Polícia Federal. Segundo ela, essa e outras instituições do Brasil sofrem com a falta de regularização no cultivo e produção de medicamentos à base de cannabis.

“Esse tipo de operação deixa em risco mais de 900 pacientes que dependem do trabalho da associação”, destacou a parlamentar.

A Operação Desvio Verde apura irregularidades no cultivo e na produção de derivados de cannabis sem autorização sanitária e judicial, com cumprimento de

mandados em Santa Maria e Caçapava do Sul.

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