Uma história de luta, esperança e persistência teve um novo capítulo neste ano para a família Azeredo, de São Pedro do Sul. Depois de enfrentar anos de dificuldades e de uma batalha judicial, Cleonice da Silva Azeredo, de 52 anos, finalmente conseguiu realizar a cirurgia que aguardava.
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O procedimento foi realizado, no Complexo Hospitalar Astrogildo de Azevedo, em Santa Maria, após uma ordem judicial determinar a realização da cirurgia que era considerada essencial para a saúde da paciente.
A história da família havia sido divulgada pela reportagem em 1º de novembro do ano passado, quando a equipe foi até São Pedro do Sul conversar com o marido de Cleonice, João Pedro dos Santos Azeredo, de 57 anos, que relatou as dificuldades enfrentadas após o agravamento do quadro de saúde da esposa.
Segundo João Pedro, a repercussão da matéria ajudou a dar visibilidade ao caso e teve impacto direto no processo judicial.
— A reportagem ajudou muito. Ela foi anexada no processo e, colaborou na decisão judicial. Por isso entramos em contato novamente para agradecer – contou.
Recuperação após a cirurgia
Cleonice passou pelo procedimento no mês de fevereiro e, desde então, segue em processo de recuperação junto à família.
De acordo com João Pedro, o momento ainda exige cuidados, mas a família vive agora uma fase de retomada da rotina após um período marcado por incertezas e dificuldades.
— Ainda precisamos de muitos cuidados, mas graças a Deus ela conseguiu fazer a cirurgia que tanto precisava. Agora estamos tentando voltar à nossa rotina aos poucos – relatou.
Ele também fez questão de agradecer a todas as pessoas que, de alguma forma, ajudaram a família durante o período mais difícil.
— Queremos agradecer a todos que contribuíram, ajudaram, compartilharam a história e torceram por nós. Cada apoio fez diferença nesse caminho.
Situação de saúde de João Pedro também preocupa
Apesar da melhora no quadro de Cleonice, o marido, João Pedro, também enfrenta problemas de saúde e necessita de tratamento contínuo.
Ele possui diagnóstico de polineuropatia, fibromialgia, transtorno de ansiedade e outras condições neurológicas, e depende de diversos medicamentos de uso diário.
Segundo ele, o pedido judicial para fornecimento dos medicamentos foi negado, e um recurso já foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Sem condições financeiras para arcar com os custos do tratamento, João Pedro foi encaminhado para acompanhamento pelo CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).
— Nós não temos condições de comprar todos os remédios. Já recorremos novamente e estamos aguardando uma decisão da Justiça – explicou.
Medicamentos de uso contínuo
De acordo com os documentos médicos apresentados pela família, João Pedro necessita de diversos medicamentos de uso contínuo para controle das doenças neurológicas e psiquiátricas.
Entre eles estão:
- Pregabalina 150 mg – três vezes ao dia
- Alprazolam 2 mg – duas a três vezes ao dia
- Quetiapina 200 mg – um comprimido à noite
- Rohydorm (flunitrazepam) 2 mg – um comprimido à noite
- Escitalopram 20 mg – um comprimido ao dia
- Amitriptilina 75 mg – dois comprimidos ao dia
- Pramipexol 0,75 mg – um comprimido à noite
- Mirtazapina 30 mg – um comprimido à noite
- Esomeprazol 40 mg – dois comprimidos ao dia
Os medicamentos são utilizados para tratar sintomas relacionados à neuropatia, dores crônicas, síndrome das pernas inquietas, depressão, ansiedade e distúrbios do sono.
Família segue enfrentando desafios
Mesmo após a cirurgia de Cleonice, a família ainda enfrenta desafios financeiros e de saúde. João Pedro segue responsável pelos cuidados da esposa, que ainda necessita de acompanhamento médico e atenção constante.
A expectativa agora é de que os recursos apresentados na Justiça sejam analisados e que o acesso aos medicamentos necessários para o tratamento dele seja garantido.
— A nossa luta continua. Agora estamos felizes pela cirurgia dela, mas ainda precisamos de ajuda e de atenção para o nosso caso, – concluiu João Pedro.