Bebê de um mês e vinte e oito dias morre após suspeita de maus-tratos em Santa Maria; pais são presos em flagrante 

Um bebê de um mês e vinte e oito dias, identificada como Sol Gesat Pazatto, morreu na noite desta quinta-feira (27) após dar entrada no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) em estado grave. A criança foi internada por volta das 18h40, mas não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado às 19h20, na UTI Pediátrica.

A Brigada Militar foi acionada quando Sol deu entrada no Pronto Atendimento do Patronato, apresentando múltiplas lesões pelo corpo e um afundamento na região frontal do crânio. Diante da situação, a equipe médica solicitou suporte imediato e encaminhou a criança ao HUSM.

Os pais, de 19 e 21 anos foram presos e conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos. Eles afirmaram que as lesões seriam decorrentes de um acidente ocorrido cerca de dez dias antes, porém as versões apresentadas divergem, levantando suspeitas a respeito da origem dos ferimentos. Ambos negam qualquer tipo de agressão.

O médico responsável pelo atendimento inicial relatou indícios de negligência e sinais compatíveis com possível violência física, o que motivou a intervenção policial. A Brigada Militar também contatou uma conselheira tutelar para acompanhar o caso na delegacia, porém ela não compareceu.

A Prefeitura de Santa Maria informou que duas conselheiras tutelares foram acionadas e prestaram atendimento à ocorrência envolvendo a criança. Segundo o município, as profissionais, após receberem o chamado, deslocaram-se até o local e buscaram contato com a família ampliada, incluindo a avó da vítima. A manifestação diverge do que foi registrado no boletim de ocorrência, no qual os policiais relataram que, ao ligarem para uma conselheira, teriam sido informados de que ela não compareceria 

O corpo da criança foi encaminhado ao Departamento Médico-Legal (DML), onde será submetido a exame de necropsia, fundamental para determinar a causa da morte.

O caso será investigado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que aguarda o laudo pericial para avançar nas investigações.

Mesmo presos, os pais seguem sendo tratados como suspeitos, e nenhuma conclusão definitiva foi divulgada até o momento.

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