Defesa de padrasto se manifesta sobre morte de criança afogada em Santa Maria

Os advogados Ariel Cardoso e Bruno Paim se manifestaram com exclusividade à nossa reportagem, nesta terça-feira (11), como representantes legais do padrasto da criança de um ano e 15 dias que morreu com sinais de afogamento, em Santa Maria, na última semana.

Em nota enviada à equipe de jornalismo, a defesa afirma que o caso é de “extrema tristeza” e que, apesar da forte comoção social e midiática, essa repercussão não supera a dor enfrentada pelo investigado, que estaria “devastado emocionalmente” por conta do ocorrido. Segundo os advogados, ele nutria “extremo amor e carinho pela criança”, desempenhando os cuidados do dia a dia com dedicação.

Ainda segundo a manifestação, conforme consta nos autos, não houve qualquer intenção de causar mal à criança, e os fatos apontam para uma fatalidade. “Ele, hoje devastado, não agiu com frieza ou desumanidade”, afirmam os advogados.

Por fim, a defesa reforça o compromisso com a verdade dos fatos e com o devido processo legal, destacando que os pré-julgamentos motivados pelo clamor popular agravam ainda mais um cenário já doloroso, especialmente para o investigado, que, segundo os advogados, “convive hoje com a dor da perda de um filho”.

Relembre o caso

O padrasto da criança foi preso em flagrante na noite de quinta-feira (5), após o menino ser levado já sem vida ao Pronto Atendimento do Patronato pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava sinais de afogamento, cianose facial, ausência de pulso e hematomas na região frontal da cabeça, conforme registrado no prontuário médico.

Na sexta-feira (6), durante a audiência de custódia, a Justiça determinou a soltura do homem sem a necessidade de pagamento da fiança de R$ 3 mil, que havia sido arbitrada inicialmente pela delegada plantonista. Com isso, ele deixou a Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm) ainda naquela noite.

Segundo o relato do padrasto à polícia, a criança estava em banho de banheira sob sua supervisão. Ele contou que se ausentou por cerca de 30 minutos e, ao retornar, encontrou o menino com a cabeça submersa, já sem resposta.

O corpo foi encaminhado para exame de necropsia, que deve auxiliar nas investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), responsável pelo caso.

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