Um empresário de Cachoeira do Sul teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira, 4 de novembro, a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Ele é acusado de perseguir mulheres e adolescentes no município. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça, após recurso interposto pelo MPRS contra uma decisão anterior que havia negado o pedido de prisão.
De acordo com o promotor de Justiça Átila Castoldi Kochenborger, autor do pedido, a medida busca proteger a integridade física e psicológica das vítimas. – A conduta demonstrada nos autos revela um padrão de comportamento que ultrapassa os limites da convivência social e representa risco concreto à ordem pública – afirmou.
As investigações apontam que, entre janeiro de 2024 e outubro de 2025, o empresário abordou diversas mulheres em vias públicas, conduzindo um veículo preto em baixa velocidade e proferindo comentários invasivos. Quando rejeitado, ele passava a seguir as vítimas.
Pelo menos nove vítimas foram identificadas, entre elas adolescentes, que relataram abordagens com insinuações de cunho sexual e tentativas de aliciamento. A reincidência das condutas, a pluralidade de vítimas e o descumprimento de medidas cautelares anteriores motivaram a decretação da prisão preventiva.
Conforme a representação do MPRS, o acusado possui residência nos Estados Unidos, o que aumenta o risco de fuga e dificulta a aplicação da lei penal. A decisão judicial também destacou o comportamento considerado “desajustado e descontrolado” do empresário, indicando propensão à reiteração e risco de novas investidas, especialmente contra mulheres.