O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) suspendeu preventivamente por 60 dias dois dirigentes de uma entidade tradicionalista de Santa Maria após denúncias de episódios considerados “antiéticos” durante o 31º Rodeio Internacional do Conesul, realizado no último fim de semana. As informações são do repórter Giovanni Grizotti, da RBS TV.
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A medida atinge dois integrantes da Associação Estância do Minuano, que ficam impedidos de participar de eventos do MTG ou de entidades filiadas enquanto o caso é apurado pelo Conselho de Ética Tradicionalista.
A decisão foi publicada em portaria assinada pelo presidente do MTG, Alessandro Gradaschi, após a apresentação de denúncia formal relatando fatos ocorridos nos dias 7 e 8 de março, durante uma prova de laço que envolvia competidoras e familiares presentes no evento.
Conforme o relato apresentado ao MTG, uma das competidoras que está em tratamento contra o câncer, sofreu uma convulsão durante a prova e precisou ser socorrida por colegas da equipe. Após o episódio, o grupo teria sido desclassificado da disputa. Ao buscar esclarecimentos sobre a decisão, as jovens teriam sido alvo de manifestações consideradas ofensivas à condição de saúde da atleta e também de gênero.
No dia seguinte, ainda segundo a denúncia, o pai de uma das competidoras teria procurado dirigentes para questionar o ocorrido. Durante a discussão, ele teria sido empurrado por um dirigente da entidade promotora do rodeio e ainda recebido ameaça de retirada do local com auxílio de seguranças ou da polícia.
O caso acontece no mesmo mês em que o Movimento Tradicionalista Gaúcho assinou um termo de cooperação com o Ministério Público do Rio Grande do Sul para reforçar ações de prevenção e combate à violência contra a mulher dentro das entidades tradicionalistas e em eventos do movimento. A iniciativa prevê campanhas de conscientização e medidas para estimular ambientes mais seguros e respeitosos nas atividades tradicionalistas.
Em manifestação enviada à reportagem, o presidente da Associação Estância do Minuano, Bruno Brenner Fernandes, afirmou que a situação é “muito triste” e que a versão que vem sendo divulgada sobre o caso “não corresponde à verdade”.
_ Estamos sendo julgados porque cumprimos um regulamento inerente a todos os participantes do rodeio. E todas as pessoas que estão se manifestando de forma equivocada sem saber a verdade dos fatos terão de responder na Justiça. É muito triste tudo isso” – declarou.