Pais e responsáveis por alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Boca do Monte realizaram neste domingo (31), um protesto pacífico em frente ao prédio onde funcionava a instituição. Sentados em cadeiras, eles permaneceram no local com cartazes e faixas que cobram a reabertura da escola e o retorno das atividades no espaço original.
De acordo com os manifestantes, a transferência das crianças para a Escola Estadual Almiro Beltrame, após a retomada da área por famílias Kaingang, tem dificultado a rotina das famílias e gerado incertezas sobre o futuro da educação no distrito.
Frases como “Queremos nossa escola de volta” e “Educação é prioridade” foram estampadas nos cartazes exibidos ao longo do ato. Alguns pais também levaram brinquedos e materiais escolares para simbolizar a ausência da rotina infantil no prédio desativado.
Contexto da disputa
O prédio da EMEI foi desocupado em julho, depois que cerca de 12 famílias Kaingang passaram a ocupar parte da área onde funcionava a antiga Fepagro, atual Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor). Desde então, o espaço segue sob vigia 24 horas por dia da Brigada Militar, enquanto o governo estadual e o Ministério Público buscam alternativas para resolver o impasse.
Audiência busca acordo
Uma audiência de conciliação realizada em 8 de agosto tratou da ocupação e estabeleceu prazo até 7 de setembro para que o governo estadual apresente uma solução. Entre as possibilidades em análise estão a cessão de parte do terreno ocupado ou a indicação de outra área pública à comunidade Kaingang.
Mobilização deve continuar
As famílias afirmam que não pretendem encerrar o movimento enquanto não houver definição sobre a reabertura da EMEI Boca do Monte.