Ex-funcionário de empresa de comunicação suspeito de furtos que causaram prejuízo de R$ 425 mil é preso em Santa Maria

Um homem foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (7), em Santa Maria, durante uma ação que apura uma série de furtos qualificados de baterias estacionárias utilizadas em sistemas de telecomunicações na Região Central do Rio Grande do Sul.

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A reportagem teve acesso exclusivo a documentos que apontam que os crimes causaram prejuízo estimado em cerca de R$ 425 mil, além de afetarem serviços essenciais de telefonia e transmissão de dados em diferentes municípios da região. A apuração indica que mais de 400 baterias foram furtadas de estações de telecomunicações localizadas em Paraíso do Sul, Agudo, Restinga Sêca, Faxinal do Soturno, Tupanciretã e Júlio de Castilhos.

Os furtos ocorreram sem sinais de arrombamento, circunstância que levantou a suspeita de que o autor possuía conhecimento técnico especializado e acesso aos sistemas utilizados pelas empresas do setor.

As investigações identificaram um veículo suspeito utilizado em uma das ações criminosas ocorridas em Paraíso do Sul. Imagens de câmeras de segurança e dados de monitoramento eletrônico auxiliaram na identificação do investigado, morador de Santa Maria.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão realizado na manhã desta quinta-feira, no bairro Salgado Filho, os policiais apreenderam um automóvel Fiat Palio Weekend, apontado na investigação como veículo utilizado nas ações criminosas.

Conforme informações obtidas pela reportagem, o investigado trabalhava em uma empresa do setor de telecomunicações na época dos furtos, o que teria facilitado a execução dos crimes em razão do conhecimento técnico e do acesso às estruturas utilizadas pelas operadoras. Posteriormente, ele acabou sendo desligado da empresa no fim de janeiro deste ano.

A apuração ainda revela que o suspeito possui antecedentes relacionados a crimes patrimoniais. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça com base na gravidade dos fatos, no risco de continuidade das ações criminosas e na necessidade de garantia da ordem pública.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio das Concessionárias e dos Serviços Delegados, vinculada ao DEIC.

O advogado do investigado, Roberto Leite, afirmou que a defesa irá analisar o conteúdo do processo e que “o cliente irá provar sua inocência no decorrer da instrução criminal”.

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