Funcionários da HU Brasil, responsável pela gestão do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), entraram em greve na manhã desta terça-feira (31). A paralisação envolve trabalhadores ligados à antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
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De acordo com a categoria, no Hospital Universitário de Santa Maria, os trabalhadores administrativos responsáveis por funções como compra de medicamentos e fornecimento de materiais, podem paralisar até 100% das atividades. Já nas áreas assistenciais, como emergências e atendimentos médicos, será mantido o funcionamento mínimo de 70% dos serviços para garantir o atendimento à população.
Nesta manhã, os servidores em greve também realizaram uma caminhada do Hospital Universitário de Santa Maria(Husm) até o pórtico de entrada da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Durante a mobilização, os manifestantes carregavam cartazes com frases de reivindicação, utilizavam nariz de palhaço e apitos para chamar a atenção para o movimento. Em alguns momentos, o grupo ocupou a via em frente ao acesso da universidade, o que provocou bloqueio temporário do trânsito no local.

O Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Federais do Rio Grande do Sul (Sindiserf/RS) informou que a greve busca pressionar o Governo Federal a conceder reajuste salarial antes do início do período de vedação eleitoral, que começa em 6 de abril. A partir dessa data, a legislação impede a concessão de aumentos salariais acima da inflação.
Segundo o secretário de comunicação do Sindiserf/RS, Romário Krug Oliveira, a principal reivindicação da categoria é a recomposição salarial, diante das perdas acumuladas nos últimos anos.

– Hoje a nossa principal reivindicação é a questão financeira. A gente está com uma defasagem salarial de cerca de 25% nos últimos anos. A categoria está trabalhando para conseguir uma recomposição salarial além da inflação – explicou.
Ele também destacou que os trabalhadores reivindicam melhorias em benefícios e avanços na carreira profissional.
– Além do reajuste, temos reivindicações relacionadas ao vale-refeição, alguns auxílios que possuímos e também o nosso plano de carreira, que está travado há cerca de dois anos dentro da empresa – afirmou.
Sobre possíveis impactos aos pacientes, Romário destacou que a paralisação foi organizada para não comprometer os atendimentos essenciais no hospital.
– A gente está trabalhando com uma faixa de 30% em greve e mantendo 70% dos profissionais em atividade. A ideia é não causar impacto direto ao paciente. Se houver necessidade, a chefia pode realocar outro profissional para cobrir determinado horário – disse.
De acordo com o sindicato, a mobilização deve ocorrer principalmente nos próximos dias, período considerado decisivo para as negociações.
– Nós estamos dependentes do início da vedação eleitoral, que começa agora no dia 7. Até segunda-feira queremos alguma decisão da empresa, porque depois, por força de lei, não será possível conceder aumento. Então estamos fazendo pressão nesses próximos dias para tentar avançar nas negociações – acrescentou.
Os trabalhadores também devem manter uma vigília em frente ao Hospital Universitário de Santa Maria durante o período de mobilização.
– O pessoal vai ficar em vigília aqui durante todos os dias. Ainda está sendo definido como será durante a noite por questões de segurança, mas sempre terá alguém aqui revezando, mantendo a mobilização – concluiu.
Além da paralisação iniciada nesta terça-feira, os técnicos administrativos da Universidade Federal de Santa Maria já estão em greve desde o dia 23 de fevereiro.