Foto: Material apreendido durante ação da Brigada Militar (Arquivo).
Um homem de 47 anos preso no fim da tarde de sábado (7), após efetuar três disparos de arma contra a própria companheira, de 42 anos, no bairro Bomfim, em Santa Maria, disse não recordar dos fatos. O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de feminicídio.
De acordo com o registro da ocorrência, a mulher foi atingida no tórax, no abdômen e em um dos braços. Após os disparos, o próprio autor acionou a Brigada Militar e comunicou o fato. Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos pelo homem, que abriu o portão da residência e se entregou sem oferecer resistência.
Ainda conforme a Brigada Militar, o suspeito indicou onde estava a arma utilizada no crime, um revólver calibre 38, além de 14 munições. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital da Unimed. Segundo informações médicas, ela não corre risco de morte.
O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde foi autuado em flagrante e, encaminhado à Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm).
Defesa afirma que suspeito não recorda dos fatos
Em conversa com a reportagem do portal rafaelmenezes.net, o advogado de defesa, Werner Lima, afirmou que o homem está bastante abalado e alega não se recordar do ocorrido. Segundo o defensor, o suspeito vinha realizando um tratamento contra dependência química e pode ter apresentado algum tipo de distúrbio psicológico próximo ao momento dos fatos.
– Ele está muito abalado, não recorda do fato. Diz que não lembra do que aconteceu. Provavelmente estava com algum distúrbio próximo aos fatos naquele dia, então essas questões ainda não ficaram bem esclarecidas – afirmou o advogado.
Werner Lima também informou que, durante a audiência de custódia realizada na tarde de segunda-feira (9), a defesa não apresentou requerimentos naquele momento.
– Em virtude de toda a situação, não houve nenhum pedido defensivo agora. Vamos aguardar o que vai surgir na fase do inquérito policial – explicou.
Ainda conforme a defesa, há divergência quanto à tipificação do crime. O advogado sustenta que o caso não se enquadra como tentativa de feminicídio.
– Entendo que não é tentativa de feminicídio, mas sim tentativa de homicídio, pois não haveria envolvimento das questões subjetivas que caracterizam o delito de feminicídio – declarou.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do crime e deverá concluir o inquérito nos próximos dias.