A Polícia Civil irá indiciar uma jovem de 29 anos que confessou ter simulado um crime para pegar dinheiro do próprio pai. O caso ocorreu no dia 3 de abril de 2025, na comunidade de Colônia Borges, no interior do município de Restinga Sêca.
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Durante a investigação, agentes da Delegacia de Polícia apuraram que o registro feito pela mulher, em que ela afirmava ter sido vítima de um roubo após criminosos invadirem a residência, na verdade não ocorreu. Conforme as apurações, a jovem teria pegado cerca de R$ 1,2 mil do pai para pagar uma dívida e, posteriormente, inventado o crime para justificar o desaparecimento do dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, ela chegou a registrar o suposto assalto em boletim de ocorrência, o que deu início às diligências policiais. No entanto, durante o andamento das investigações, inconsistências no relato levantaram suspeitas e a mulher acabou admitindo que havia simulado toda a situação.
A jovem deverá responder pelos delitos praticados, entre eles o de comunicação falsa de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal. O crime consiste em provocar a ação de autoridades ao relatar um fato criminoso que se sabe não ter ocorrido. A pena prevista é de detenção de um a seis meses, ou multa.
Relembre o caso divulgado na época
Na ocasião, a ocorrência havia sido registrada como um roubo em propriedade rural. Segundo o relato inicial, um criminoso teria chegado ao local por volta das 9h25min, corrido em direção à vítima — então com 28 anos — e a imobilizado com um golpe conhecido como “mata-leão”.
Ainda conforme a versão apresentada na época, o homem teria amordaçado a mulher, colocado um pano em seu rosto e a amarrado dentro de um galpão da propriedade. Após o suposto ataque, o criminoso teria roubado pertences da residência e fugido a pé.
Por volta do meio-dia, um familiar chegou ao local e teria encontrado a mulher amarrada, soltando a vítima. Naquele momento, foi informado que ela não havia sofrido ferimentos e que o caso havia sido registrado na delegacia do município.
Com o avanço das investigações, porém, a Polícia Civil concluiu que o crime nunca aconteceu e que toda a história havia sido inventada para ocultar o uso do dinheiro do pai.