Foto: Reprodução Redes Sociais
A prefeita de Cacequi, Ana Paula Del’Olmo (MDB), teve o afastamento do cargo prorrogado por mais 180 dias, conforme documento encaminhado pelo MP ao Município.
De acordo com a determinação, foi renovada a suspensão do exercício do mandato pelo prazo adicional de 180 dias, contados a partir do término do prazo anteriormente estabelecido. A decisão também mantém a proibição de frequência da prefeita às dependências do Poder Executivo local, bem como a vedação de qualquer espécie de contato com os demais investigados e suspeitos, com exceção de uma pessoa expressamente citada no documento e de testemunhas.
Durante o período de afastamento, permanece à frente do Executivo municipal o vice-prefeito Edson Fragoso (Republicanos).
Prefeita se manifesta em vídeo
Após a confirmação da prorrogação do afastamento, Ana Paula divulgou um vídeo nas redes sociais comentando a decisão.
– Passando aqui para dizer para vocês que recebi no nosso advogado agora a notícia de que realmente o Ministério Público recorreu da decisão pedindo mais 180 dias e eu acredito na justiça, respeito à justiça, vamos continuar trabalhando, vamos recorrer em minha defesa, tenho a consciência tranquila, sei tudo o que fiz por Cacequi e eu sei que vocês moradores de Cacequi também reconhecem isso – afirmou.
Relembre o caso
A prefeita foi afastada do cargo em 3 de setembro do ano passado, conforme notificação recebida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Na ocasião, não havia sido informado o prazo da medida cautelar.
Ana Paula recebeu a notícia enquanto estava na Capital e, em entrevista à época, afirmou ter recebido a decisão com “profunda tristeza e também surpresa”. Segundo ela, ainda não havia tido acesso ao processo, mas garantiu que sempre atuou com comprometimento em prol do município.
O afastamento ocorreu após a deflagração da Operação TITERE, realizada em 12 de agosto pelo Ministério Público, por meio da Procuradoria da Função Penal Originária (PFPO). A ação investigou possíveis delitos licitatórios, crimes de responsabilidade e práticas ilegais de gestão no município.
Com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Passo Fundo e do 2º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura, na Secretaria de Trânsito e Transporte, em residências de agentes públicos e empresários investigados, além de empreendimentos localizados em Cacequi e São Gabriel. Documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.
Segundo o Ministério Público, entre os alvos estavam agentes públicos e empresários suspeitos de envolvimento em licitações e negociações irregulares. A investigação foi conduzida por integrantes da PFPO, com atuação de promotores de Justiça e apoio de servidores e policiais.