Líder do tráfico de Cruz Alta é preso em operação da Polícia Civil

O líder de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro em Cruz Alta foi preso na manhã desta quinta-feira (13), durante a segunda fase da Operação Pecunia Vetus, deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) do município. A ação contou com apoio da DECRAB, da Delegacia de Polícia de Cruz Alta e das Delegacias de Ibirubá e Selbach.

O homem, que reside no bairro Santo Antão e é conhecido por patrocinar um clube de futebol amador da cidade, é apontado como o principal articulador do grupo responsável por movimentar mais de R$ 1 milhão em apenas dois meses. Segundo a Polícia Civil, o dinheiro era lavado por meio de empresas de fachada e contas bancárias em nome de terceiros.

A esposa do investigado também foi alvo de medida cautelar e passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica. Durante o cumprimento dos mandados, em um dos endereços ligados ao grupo a residência de um suposto “laranja”, os policiais encontraram um revólver calibre 38, resultando na prisão em flagrante de outro homem por posse irregular de arma de fogo.

O preso já possui antecedentes por tráfico de drogas, latrocínio e comércio ilegal de armas. De acordo com as investigações, ele mantinha um padrão de vida incompatível com a renda declarada, utilizando veículos de luxo e financiando eventos esportivos locais para conferir aparência de legalidade às atividades ilícitas.

Na primeira fase da operação, já haviam sido apreendidos veículos, celulares com comprovantes de transferências bancárias, imagens de drogas e dinheiro em espécie, além do bloqueio judicial de contas bancárias associadas ao núcleo financeiro do grupo.

A Polícia Civil destacou ainda que as investigações identificaram transações financeiras envolvendo empresas inexistentes em São Paulo e pessoas com antecedentes por tráfico, homicídio e outros crimes violentos. Parte expressiva do patrimônio do casal estava registrada em nome de terceiros, estratégia comum para ocultar bens adquiridos com recursos ilícitos.

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