Foto: Google Earth
A mulher de 36 anos, investigada pela morte do filho de 11 meses em novembro de 2024, deixou o presídio na quinta-feira (11), após decisão judicial que revogou a prisão preventiva. Mesmo em liberdade, ela deverá cumprir uma série de medidas cautelares, entre elas manter distância das testemunhas do processo e dos próprios filhos, além de seguir outras determinações impostas pela Justiça.
A investigada estava grávida quando foi presa e, durante o período em que permaneceu recolhida na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, deu à luz em agosto. Após o parto, ela retornou para Santa Maria, onde continuou cumprindo a prisão preventiva até a recente decisão que lhe concedeu liberdade provisória.
Relembre o caso
Ela havia sido presa preventivamente em 11 de junho, em São Pedro do Sul, suspeita de envolvimento na morte do bebê de 11 meses, ocorrida em novembro de 2024. O laudo toxicológico apontou a presença do antidepressivo amitriptilina no organismo da criança.
De acordo com a Polícia Civil, o exame de necropsia indicou asfixia por broncoaspiração como causa da morte. Segundo o delegado responsável pela investigação, Giovanni Lovato, o bebê chegou ao hospital do município com baixa responsividade e sofreu uma parada cardiorrespiratória. A perícia concluiu que a presença da substância teria contribuído para o óbito.
Informações apuradas durante o inquérito
O inquérito também revelou que outros dois filhos da suspeita morreram antes dos quatro anos, em 2017 e 2018. Outra filha, aos dois anos, apresentou diversos episódios de convulsão, o que levou o Hospital Universitário de Santa Maria a encaminhar a criança para investigação genética no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Contudo, segundo a polícia, a mãe nunca retornou para dar continuidade ao procedimento.
No curso do inquérito policial, foram ouvidos familiares, amigas da investigada e uma conselheira tutelar. Os relatos apontaram que a suspeita costumava colocar os filhos, inclusive bebês, para dormir e saía para festas, deixando-os sem supervisão. Também foi constatado um histórico de negligência em relação à saúde e à higiene das crianças.