Médico ginecologista usa redes sociais para rebater acusações e denuncia falsa gravidez

O médico ginecologista e obstetra Rodolpho Mello Netto utilizou suas redes sociais para se manifestar publicamente após tomar conhecimento de acusações que estariam circulando em uma cidade da região, envolvendo suposta negligência médica relacionada à perda de um bebê.

Segundo o profissional falou com exclusividade com a reportagem do portal, os rumores chegaram até ele de forma indireta, inicialmente por meio de colegas da área da saúde e, posteriormente, por uma paciente que já havia sido acompanhada por ele durante a gestação e o parto. A paciente teria relatado que, na cidade onde mora, pessoas estariam questionando sua experiência com o médico, em razão de comentários que apontavam uma suposta conduta negligente em outro atendimento.

Durante o pronunciamento inicial, o médico esclareceu que não citou o nome da cidade nem da pessoa envolvida, limitando-se a explicar os fatos do ponto de vista técnico e médico. No entanto, a reportagem recebeu informações de moradores apontando que o caso envolveria uma mulher de 31 anos, servidora pública do município de Jari.

Atendimento registrado e inexistência de gravidez

De acordo com o médico, ao tomar conhecimento da gravidade das acusações, ele revisou o prontuário da paciente mencionada nas conversas. Conforme relatado, a mulher foi atendida em consulta no dia 8 de janeiro, ocasião em que não havia qualquer indício de gestação.

O profissional afirmou que foram realizados exames de imagem, incluindo ultrassonografia, cujos registros permanecem arquivados em seu consultório. Segundo ele, a paciente encontrava-se no início do ciclo menstrual, fato confirmado por informações clínicas fornecidas pela própria mulher durante o atendimento.

Ainda segundo o médico, não existe qualquer registro hospitalar que comprove internação, aborto ou atendimento relacionado à perda gestacional, tanto no Hospital de Caridade quanto em outras unidades citadas nas narrativas que estariam circulando informalmente.

Denúncia de falsificação e possível quadro psiquiátrico

O caso ganhou contornos ainda mais graves, conforme relatado pelo médico, após contato de representantes da prefeitura do município onde a mulher reside. Segundo ele, foi confirmada a identidade da pessoa envolvida e surgiram indícios de que documentos médicos teriam sido forjados, incluindo laudos de ultrassom e assinaturas atribuídas indevidamente a profissionais da saúde.

O médico afirmou que a mulher teria construído, ao longo do tempo, uma narrativa detalhada de uma gestação que, segundo ele, nunca existiu, envolvendo familiares, colegas de trabalho e até órgãos públicos. Entre os elementos citados estariam a realização de chá de bebê, escolha de nome para a criança e a alegação de perda gestacional atribuída a condições de trabalho.

Diante da situação, o profissional declarou preocupação com a saúde mental da mulher, levantando a possibilidade de um transtorno psiquiátrico, como gravidez psicológica ou outro tipo de surto dissociativo. Ele defendeu que o caso seja tratado com seriedade, acolhimento e acompanhamento médico especializado, além do apoio familiar.

Nova manifestação em vídeo: apelo por respeito e acolhimento

Em um novo vídeo divulgado nas redes sociais, o médico fez o que classificou como sua última manifestação pública sobre o caso. Na gravação, ele relatou que até mesmo sua esposa, Daiane, teria sido indevidamente envolvida nas narrativas, apesar de, segundo ele, não conhecer a mulher citada nem ter realizado qualquer atendimento relacionado ao caso.

O médico afirmou que a situação tomou proporções descontroladas, envolvendo familiares, instituições públicas, o Hospital de Caridade e profissionais da saúde, o que, segundo ele, reforça a gravidade do episódio. Em sua fala, destacou a dor das pessoas próximas à mulher e o impacto emocional causado por uma história que, conforme reiterou, não corresponde à realidade dos fatos.

Ainda no vídeo, o profissional relatou que, após receber diversos relatos de casos semelhantes, passou a compreender o episódio como possivelmente relacionado a um distúrbio psiquiátrico, que pode ocorrer em mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar ou situações emocionais extremas. Ele fez um apelo para que familiares e a comunidade estejam atentos, acompanhem consultas médicas e ofereçam apoio, evitando o isolamento.

O médico também pediu que a população evite especulações, julgamentos e a disseminação de boatos, ressaltando que este é um momento de respeito, silêncio e acolhimento à família envolvida. Segundo ele, ampliar rumores apenas agrava o sofrimento das pessoas diretamente afetadas.

Ao encerrar a gravação, o profissional afirmou que seguirá exercendo normalmente sua atividade médica, mencionando que continua acompanhando partos e atendimentos já programados, e reforçou que não pretende mais se manifestar publicamente sobre o caso.

Providências jurídicas e apuração em andamento

O médico informou que todas as medidas legais cabíveis estão sendo analisadas, sobretudo diante da possível falsificação de documentos e do uso indevido de seu nome e de outros profissionais da saúde. Ele ressaltou, no entanto, que sua prioridade, enquanto médico, é que a mulher receba o acompanhamento adequado, caso seja confirmada a existência de um transtorno psiquiátrico.

A reportagem reforça que o médico não mencionou nomes, cidade ou dados pessoais em suas manifestações públicas. As informações sobre a identidade da mulher e o município de Jari foram obtidas a partir de relatos de moradores e fontes ouvidas pela reportagem.

O caso segue sob apuração e poderá envolver investigações nas esferas médica, administrativa e judicial.

Até o momento a mulher, não se manifestou sobre o caso que está gerando grande repercussão no município.

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