Na tarde desta terça-feira, 17 de junho de 2025, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE), apresentou o Projeto Sinais a representantes das redes de proteção dos quatro municípios da Comarca de Santiago: Santiago, Capão do Cipó, Itacurubi e Unistalda .
Objetivo da iniciativa
O Projeto Sinais busca capacitar profissionais, educadores, famílias e agentes públicos para a identificação precoce de fatores de risco associados ao surgimento da violência extrema entre adolescentes. Dentre os comportamentos observáveis estão:
• isolamento social;
• discurso de ódio;
• consumo excessivo de conteúdos violentos;
• manifestações de sofrimento psíquico;
• uso das plataformas digitais por grupos extremistas .
Evento e participantes
O evento foi conduzido pelo promotor de Justiça Márcio Abreu Ferreira da Cunha, integrante do NUPVE, em parceria com a analista do MPRS Thaís Menezes Pacheco e Rodrigo da Silveira, adido da Brigada Militar e assessor de segurança institucional do MP .
Também estiveram presentes os promotores locais Maria Luísa Vieira Peretti e Gabriel Antônio de Moraes Vieira, reforçando o apoio institucional à iniciativa .
Estratégia pela cultura da paz
Reconhecido como uma das principais estratégias do MPRS no enfrentamento à violência extrema em ambientes escolares, o projeto promove a criação de uma cultura de paz dentro das comunidades. À luz de dados recentes, que indicam crescimento de sinais de vulnerabilidade entre jovens, a capacitação em sinais de alerta assume importância crítica.
Próximos passos
O próximo passo é a realização de formações práticas para os integrantes das redes locais, com o intuito de replicar o conhecimento e criar um ambiente de vigilância proativa. Espera-se, assim, promover uma rede capaz de atuar preventivamente antes que os sinais evoluam em episódios de violência.
O lançamento do Projeto Sinais em Santiago representa um importante marco no combate à violência juvenil no Rio Grande do Sul. Ao integrar educação, saúde mental, segurança pública e Ministério Público, a iniciativa reforça a articulação entre órgãos e comunidades para evitar crimes extremos por meio da prevenção e do acolhimento precoce.




