Uma mulher foi presa duas vezes em um intervalo inferior a 24 horas, em Santa Maria, durante ações de fiscalização envolvendo a Brigada Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e órgãos de fiscalização do município. Em ambas as ocasiões, ela acabou sendo liberada após os procedimentos legais, conforme decisões da autoridade policial e judicial.
Prisão desta quinta-feira (18)
Na manhã desta quinta-feira (18), por volta das 10h30, a Brigada Militar foi acionada para prestar apoio à Guarda Municipal em uma ocorrência em uma recicladora localizada no bairro Divina Providência. O local havia sido lacrado e interditado no dia anterior por irregularidades ambientais e administrativas.
Ao chegarem ao endereço, os agentes constataram que, apesar da porta frontal permanecer lacrada, a porta dos fundos do pavilhão havia sido arrombada. A mulher, proprietária do estabelecimento, teria retornado ao local acompanhada de um homem não identificado e retirado diversos materiais do interior do prédio, colocando-os em um caminhão que já se encontrava fechado no momento da abordagem.
Ela alegou que o pavilhão já estava arrombado quando chegou e que apenas retirava os objetos que estavam no interior. Diante da situação, a mulher foi encaminhada à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para registro da ocorrência. Após a oitiva e lavratura do registro policial, ela foi novamente liberada, conforme determinação da autoridade policial.
Operação do dia anterior
A prisão anterior havia ocorrido na manhã de quarta-feira (17), durante uma operação conjunta de fiscalização em recicladoras de Santa Maria, voltada à prevenção e repressão de crimes de furto, roubo e receptação.
Durante a ação, no mesmo estabelecimento, os agentes apreenderam uma grande quantidade de materiais sem comprovação de origem, entre eles cerca de 106 quilos de pregos novos, fios e cabos de cobre e alumínio, além de motores de geladeira. Diante da ausência de notas fiscais ou documentos que comprovassem a procedência dos objetos, a responsável pela recicladora foi presa em flagrante por receptação qualificada e conduzida à DPPA.
O pavilhão foi lacrado e interditado pela fiscalização municipal, e os materiais ficaram apreendidos. A mulher chegou a ser nomeada fiel depositária dos bens, mas, ainda no mesmo dia, a prisão em flagrante foi relaxada por decisão judicial, resultando em sua liberação.