Polícia Civil conclui inquérito sobre homicídio de fisioculturista natural de Santa Maria em Santa Catarina

A Delegacia de Homicídios (DH) da Polícia Civil de Chapecó concluiu a investigação sobre a morte de Valter de Vargas Aita, 41 anos vítima de um crime brutal registrado em 7 de setembro, no centro da cidade. Valter era natural de Santa Maria, e se formou em Educação Física pela FAMES (Faculdade Metodista Centenário), em 2013. Ele atuava como personal trainer e participava frequentemente de competições de fisiculturismo. Nas redes, compartilhava informações sobre os campeonatos e a preparação física necessária para os eventos.


O caso ganhou grande repercussão à época, já que o corpo da vítima foi encontrado nu e ensanguentado na escadaria do prédio onde residia. A investigação teve início imediato, com diligências policiais, perícias e oitivas de testemunhas. Após mais de vinte dias de apurações, o inquérito apontou a prática de homicídio doloso qualificado por motivo fútil e pela dificuldade de defesa da vítima.

Segundo a Polícia Civil, as perícias realizadas no local, no cadáver, na arma utilizada e até mesmo na investigada, afastaram a hipótese de legítima defesa. Os laudos comprovaram que Valter foi morto com múltiplos golpes de faca, inclusive na cabeça, nuca, rosto, tórax, abdômen e membros. Alguns dos ferimentos provocaram hemopneumotórax e exposição de vísceras.

As apurações também revelam que a primeira facada, desferida de surpresa na região do pescoço, atingiu a jugular e já teria sido suficiente para causar a morte. A vítima, que tinha porte físico atlético e era maior que a autora, não teve qualquer chance de reação.

Com a conclusão do inquérito, o caso segue para o Ministério Público, que deverá analisar a denúncia e os próximos encaminhamentos judiciais.

principal suspeita do crime é Andrea Carvalho Aita, 43 anos, companheira da vítima. Ela também ficou ferida durante o episódio, e após receber alta foi encaminhada ao Presídio Feminino de Chapecó.

A mulher possui antecedentes criminais no Rio Grande do Sul, incluindo uma condenação de 15 anos de prisão por latrocínio (roubo com morte). Havia um mandado de prisão contra ela.

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