Polícia Civil cumpre mandados em Santa Maria contra grupo suspeito de legalizar animais sem procedência

Foto: Rafael Menezes

 

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), a Operação Tropilha, que teve como alvos cidades de Santa Maria, Pelotas e Júlio de Castilhos. A investigação apura um esquema de falsificação de documentos que teria permitido a legalização de cerca de 15 mil animais de procedência desconhecida, entre bois e cavalos.

Conforme a delegada Graciela Foresti Chagas, titular da Delegacia de Arroio do Tigre e responsável pela operação, o grupo era composto por um servidor público da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Produção Sustentável (Seapi), um advogado de Santa Maria, seu filho, apontados como destinatários dos animais e um funcionário da família, residente em Júlio de Castilhos, que realizava o transporte.

O servidor inseria dados falsos no sistema da Seapi, criando saldos inexistentes para emitir Guias de Trânsito Animal (GTAs) falsificadas. Além disso, exames veterinários de animais de outros estados,  como Manaus, São Paulo e Mato Grosso, eram utilizados de forma fraudulenta para confeccionar os documentos.

Após serem “legalizados”, os animais eram destinados a frigoríficos, com destaque para cavalos enviados a um estabelecimento da região da Campanha, responsável pela exportação de carne equina para a Europa.

A investigação já identificou e ouviu aproximadamente 150 produtores rurais gaúchos que tiveram documentos falsificados pelo grupo. A Polícia Civil trabalha agora para verificar o possível envolvimento de outros servidores públicos.

O cumprimento dos mandados contou com o apoio das polícias civis de Santa Maria, Pelotas, Júlio de Castilhos, Santa Cruz do Sul e Sobradinho, além da própria Seapi. A OAB acompanhou as diligências que envolveram o advogado.

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Foto: Polícia Civil 

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