Polícia Civil indicia enfermeira por morte de paciente após transfusão de sangue errada no HUSM

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Santa Maria, concluiu o inquérito que investigava a morte de Nídia Maria Rodrigues da Veiga, de 59 anos, natural de Tupanciretã, ocorrida no dia 7 de agosto deste ano, no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Ao final da apuração, uma enfermeira da instituição foi indiciada pelo crime de homicídio culposo, majorado pela inobservância de regra técnica da profissão.

De acordo com as investigações, Nídia, que estava internada para tratamento de saúde, recebeu por engano uma transfusão de sangue incompatível com seu tipo sanguíneo, que seria destinada a outra paciente. O laudo de necropsia apontou que a administração equivocada provocou uma tromboembolia pulmonar maciça, causa direta do óbito.

A apuração conduzida pela polícia indicou que o erro ocorreu por negligência. A enfermeira deixou de cumprir um protocolo de segurança obrigatório do hospital, que exige dupla checagem de identificação junto ao leito antes de qualquer transfusão. O procedimento inclui a conferência da pulseira de identificação da paciente e a confirmação verbal de seu nome, etapas que não teriam sido realizadas.

Com base em provas técnicas e testemunhais, a Polícia Civil concluiu que a conduta da profissional resultou diretamente na morte da paciente. Embora não tenha havido intenção de matar, ficou comprovado que houve falha na adoção das cautelas exigidas e previstas para a função, o que configura homicídio culposo.

O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.


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