A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a quarta fase da Operação Mente Sã, que investiga o comércio e o uso indevido de drogas dentro do campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Nesta etapa, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão na Casa do Estudante da UFSM, tendo como alvo dois suspeitos de organizar pedidos e repasses de entorpecentes no ambiente acadêmico. Durante as diligências, foram apreendidos um aparelho celular e uma pequena quantidade de substância semelhante à maconha.
As investigações tiveram início a partir de informações obtidas nas fases anteriores da operação, quando foram apreendidos celulares e identificados grupos de mensagens usados para a comercialização de drogas entre universitários.
De acordo com a PF, a ação desta terça-feira teve como objetivo aprofundar a identificação de outros envolvidos no esquema, além de coletar novos elementos de prova que possam subsidiar a continuidade das investigações.
Relembre o caso
Em 30 de junho, foi realizada a terceira fase da Operação Mente Sã, que tem como objetivo reprimir o tráfico e o uso coletivo de drogas no ambiente acadêmico da UFSM.
As investigações começaram na primeira fase da operação, deflagrada em dezembro de 2023, quando a Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão na Casa do Estudante da UFSM. Na ocasião, foram apreendidos celulares e entorpecentes. A operação teve origem em denúncias de que estudantes estariam utilizando áreas comuns da moradia estudantil para o uso coletivo de drogas, além de se organizarem para a compra e venda de entorpecentes.
A segunda fase, realizada em abril deste ano, teve como foco o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra uma estudante da área da saúde, identificada como uma das principais responsáveis pela logística de entrega de drogas dentro do campus.
Já na terceira fase, a Polícia Federal voltou à Casa do Estudante, desta vez para cumprir mandado de busca e apreensão contra a administradora de um grupo de mensagens usado para a solicitação coletiva e comercialização de drogas entre universitários. O grupo, que contava com mais de 200 participantes, foi descoberto após a análise dos celulares apreendidos nas fases anteriores.
Durante aquela ação, foram apreendidos um celular e uma pequena quantidade de substância análoga à maconha. O objetivo foi, assim como na fase atual, aprofundar a identificação de outros envolvidos e reunir novas provas sobre o esquema.


