Presidente da Câmara de Cacequi chama de “arigós” pessoas de fora que prestam concurso público no município e gera repercussão

Imagem: Câmara de Vereadores/Reprodução


O cenário político de Cacequi vive momentos de tensão. Além do afastamento da prefeita Ana Paula Del Olmo (MDB) do cargo, uma fala do presidente da Câmara de Vereadores, Arthur Rumpel (MDB), ganhou repercussão após a sessão legislativa da última segunda-feira (8). Durante sua manifestação, o parlamentar utilizou o termo “arigós” ao se referir a pessoas de outras cidades que prestam concurso público no município.

Na tribuna, Rumpel incentivava os moradores de Cacequi a se prepararem para os futuros concursos públicos, mas sua fala acabou gerando polêmica:

    • E estudem e estudem para o concurso público, senão depois chegam aqui uns arigós de outra cidade nos nossos cargos aqui, do que vai abrir o concurso, e nós aqui na cidade continuamos na fila do desemprego – declarou o vereador.

A repercussão foi imediata, com reações divididas nas redes sociais e entre os moradores. Enquanto alguns apoiaram o incentivo aos candidatos locais, outros criticaram a forma como o presidente da Câmara se referiu aos concorrentes de fora.

 

A fala de Arthur Rumpel ocorreu no momento em que o presidente comentava sobre a situação dos microempreendedores individuais (MEIs) no município. Ele destacou que esse modelo empresarial é isento de alvará e defendeu que Cacequi deve se adequar à legislação, permitindo que os valores pagos em taxas possam ser revertidos em implementos e incentivos ao microempreendedor. Ainda durante sua manifestação, o vereador anunciou que, nos próximos dias, pretende criar um grupo de WhatsApp voltado a quem deseja se preparar para concursos públicos, oferecendo apoio, troca de informações e até material de estudo, como apostilas, para orientar os cidadãos.

Prefeita afastada do cargo

A declaração ocorre em meio a um momento delicado na política local. Desde a última terça-feira (3), a prefeita de Cacequi, Ana Paula Del Olmo (MDB), está afastada do cargo por determinação do Tribunal de Justiça do Estado. Ela é alvo de 15 investigações criminais conduzidas pelo Ministério Público no âmbito da Operação Títere, que apura supostas irregularidades em licitações e outras práticas consideradas ilegais durante sua gestão.

O afastamento foi definido como medida cautelar e impede que a prefeita entre na sede da Prefeitura ou mantenha contato com servidores investigados. A decisão é válida por 180 dias, podendo ser prorrogada ou revista conforme o andamento das investigações.

No mês passado, tanto a Prefeitura quanto a Secretaria de Trânsito e Transporte de Cacequi já haviam sido alvos de mandados de busca e apreensão. Como os processos tramitam em sigilo, não foram divulgados detalhes sobre os casos.

Com a saída de Ana Paula, quem responde interinamente pelo Executivo municipal desde a semana passada é o vice-prefeito Edson Fragoso (Republicanos).

No mesmo dia em que foi comunicada da decisão, a prefeita afastada divulgou nota à imprensa afirmando ter sido surpreendida com a medida e garantindo a lisura de seus atos. Ana Paula declarou que sempre trabalhou pela comunidade de Cacequi, destacou sua trajetória política e disse confiar na Justiça para esclarecer os fatos.

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