Três
homens acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram
condenados pelo Tribunal do Júri em Santa Maria pelo homicídio qualificado de
Diego Oliveira de Almeida, de 25 anos, ocorrido em 15 de outubro de 2015. O
julgamento teve início às 13h de terça-feira (15) e se estendeu por cerca de 12
horas, encerrando-se à 1h da madrugada de quarta-feira (16).
A atuação
do MPRS em plenário foi conduzida pelos promotores de Justiça Caroline Mottecy
de Oliveira e Davi Lopes Rodrigues Júnior. Os jurados acolheram integralmente a
tese acusatória, reconhecendo a qualificadora de recurso que impossibilitou a
defesa da vítima.
As penas
aplicadas foram de 15 anos de reclusão para um dos réus, 14 anos para o segundo
e 13 anos e seis meses de prisão para o terceiro. O Ministério Público informou
que irá recorrer para pedir a execução imediata das penas.
Crime premeditado
Segundo a
denúncia, a vítima foi atraída ao local do crime por seu melhor amigo, um dos
réus, que agiu em conjunto com os demais. Diego estava de bicicleta quando foi
surpreendido e executado com seis disparos de arma na cabeça. Dois dos acusados
desceram de um veículo para efetuar os tiros, enquanto o terceiro permaneceu no
carro, dando suporte à ação criminosa.
A
motivação do crime não foi esclarecida durante a instrução processual. Algumas
versões indicam uma possível disputa por uma arma, enquanto outras apontam
desavenças relacionadas a amizades da vítima com desafetos dos réus. Diego não
possuía antecedentes criminais.
O corpo
foi encontrado por moradores da região por volta das 00h30min, na Rua Venâncio
Aires, no Bairro Passo D’Areia, próximo ao Residencial Videiras. Uma viatura da
Brigada Militar, que fazia patrulhamento de rotina, foi acionada pelos próprios
moradores que encontraram a vítima caída na via pública.