Foto: Rafael Menezes (Arquivo)
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Santa Maria, concluiu o inquérito policial que investigava a morte de Valdemar Both, ocorrida em 1º de julho de 2025, durante uma intervenção da Brigada Militar em uma propriedade rural.
De acordo com as investigações, os policiais militares envolvidos agiram sob a excludente de ilicitude da legítima defesa. A decisão foi baseada em um conjunto robusto de provas, entre elas laudos de necropsia, exames de balística e, principalmente, a análise das imagens das câmeras de segurança do local, que confirmaram a versão apresentada pelos agentes.
O inquérito demonstrou que a ação teve início durante uma fiscalização de rotina por crime ambiental. Conforme apurado, Valdemar Both, contrariado com os procedimentos, teria pegado um machado e investido contra os policiais. Diante da agressão injusta, atual e iminente, os militares reagiram com disparos de arma de fogo.
As imagens de vídeo e os laudos técnicos comprovaram que a reação dos agentes foi proporcional e necessária para conter a ameaça, cessando imediatamente após a neutralização do agressor. A Polícia Civil concluiu que o uso da força foi moderado e restrito à proteção da vida dos policiais envolvidos.
Com isso, o inquérito foi finalizado e remetido ao Poder Judiciário, sem o indiciamento dos militares.
Antes mesmo da conclusão da investigação da Polícia Civil, a Corregedoria-Geral da Brigada Militar já havia encerrado o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar o caso. Em nota oficial divulgada no dia 1º de agosto, a corporação informou que a apuração foi minuciosa e chegou ao mesmo resultado: os policiais agiram em legítima defesa. Os autos também foram encaminhados à Justiça, conforme prevê a legislação vigente.