Prefeitura retoma demolições de residências em áreas de risco no Morro do Cechella

Foto: João Vilnei (PMSM)

A Prefeitura de Santa Maria retomou, na manhã desta terça-feira (26), as demolições de residências desabitadas na Vila Canário, região norte do Morro do Cechella, no Bairro Itararé. A força-tarefa prevê a derrubada de mais de 90 imóveis já desocupados. Também estão incluídas as ações na Vila Nossa Senhora Aparecida, conhecida como Churupa, localizada no sudeste do Morro do Cechella, onde outros 63 imóveis foram mapeados para demolição. A medida busca evitar a reocupação irregular das áreas.

Todas as casas estão em condições de ruínas e pertenciam a moradores já contemplados por políticas habitacionais do Município. Na primeira etapa da intervenção, em julho, 37 imóveis foram demolidos em três dias. Desde então, seis famílias que ainda permaneciam na Vila Canário atenderam ao chamado da Prefeitura, foram cadastradas e encaminhadas para o programa Minha Casa, Minha Vida Rural (MCMVR).

A iniciativa está diretamente ligada aos impactos das chuvas históricas que atingiram Santa Maria em abril e maio de 2024. Na ocasião, um deslizamento de terra na Vila Canário resultou na morte de duas pessoas. Desde então, o Executivo atua para garantir moradia provisória e definitiva às famílias atingidas, contemplando mais de 400 famílias por meio dos programas Aluguel Social e Compra Assistida.

A ação é realizada de forma integrada pelas secretarias de Habitação e Regularização Fundiária, de Meio Ambiente, de Desenvolvimento Rural e de Infraestrutura e Mobilidade, com apoio da Guarda Municipal, da Defesa Civil e da Secretaria de Segurança e Ordem Pública.

O secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Wagner Bitencourt, destacou que a prioridade é garantir segurança às famílias:

— A Prefeitura segue à disposição para atender os moradores remanescentes das áreas de risco e que ainda não atenderam à orientação de desocupar estes locais. Trabalhamos incansavelmente, desde maio de 2024, para oferecer um local seguro às famílias que aqui residiam. A adesão da comunidade ilustra que estamos no caminho certo. Afinal, só na Vila Canário, cerca de 90% das famílias já residem em um local seguro e autorizaram as demolições de suas casas.

Chuvas de maio

Entre 25 de abril e 31 de maio de 2024, Santa Maria registrou 835,8 milímetros de chuva — o equivalente a quase 50% da média anual do Município. No dia 1º de maio, foi registrado o maior acumulado em 24 horas da história da cidade: 213,6 mm, superando os 183,9 mm de 16 de abril de 1984 (dados do Cemaden e do Inmet).

No total, cerca de 12 mil pessoas foram afetadas pela enxurrada, com 1,3 mil desalojadas e quase 300 desabrigadas. Cinco pessoas perderam a vida, todas em decorrência de deslizamentos de terra — três no distrito de Arroio Grande e duas na Vila Canário, Bairro Itararé.

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