O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela que o Brasil encerrou 2025 com redução das mortes violentas intencionais, mas ainda enfrenta desafios importantes relacionados à violência contra mulheres, à letalidade policial e ao crescimento dos crimes praticados em ambiente digital. Entre os principais indicadores apresentados pelo levantamento, as Mortes Violentas Intencionais (MVI) registraram queda de 8,2% em relação a 2024, alcançando a menor taxa desde 2012, com 19,1 mortes por 100 mil habitantes.
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O relatório também aponta que 84.269 pessoas foram registradas como desaparecidas em 2025.
Os estelionatos consolidaram-se como o principal crime patrimonial do país, com 2.261.055 ocorrências. O número representa aumento de 2,7% em relação ao ano anterior e crescimento acumulado de 429,8% desde 2018.
Já os roubos e furtos de celulares somaram 830.890 registros, uma redução de 3,6% na comparação com 2024.
A violência contra as mulheres segue em alta. O país contabilizou 1.571 vítimas de feminicídio, aumento de 2,6%, enquanto as tentativas de feminicídio cresceram 25,3%, totalizando 4.063 vítimas.
Também houve crescimento de 16,9% nos registros de violência psicológica contra mulheres e aumento de 5,7% nos casos de descumprimento de medidas protetivas.
Na área de combate às drogas, o Anuário aponta 207.058 ocorrências de tráfico de drogas, alta de 18,5%. Em contrapartida, os registros de posse e uso de entorpecentes caíram para 107.986 casos, redução de 18,3%, movimento atribuído pelo estudo à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o porte de maconha para consumo pessoal.
O sistema prisional brasileiro também apresentou crescimento. A população carcerária chegou a 964.668 pessoas privadas de liberdade, ampliando o déficit de vagas nas unidades prisionais.
Na avaliação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país conseguiu antecipar a meta nacional de redução dos homicídios prevista para 2027. Apesar desse avanço, o relatório alerta que a diminuição da violência letal não ocorreu de forma uniforme. Feminicídios, mortes decorrentes de intervenção policial, fraudes eletrônicas e diferentes formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres continuam exigindo políticas públicas específicas e permanentes.