A Brigada Militar (BM) mobilizará 8.461 policiais militares para reforçar o policiamento no Rio Grande do Sul durante as eleições deste domingo (4). A operação contará ainda com aproximadamente 2 mil alunos dos cursos de formação, que atuarão nos municípios com os maiores colégios eleitorais. O planejamento prevê o emprego de todo o efetivo disponível da corporação, além dos policiais que já integram as escalas regulares de serviço. Ao todo, serão 2.205 viaturas e 37 equinos empregados no policiamento durante o pleito.
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Segundo o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, o efetivo será distribuído pelos 21 Comandos Regionais de Polícia Militar (CRPMs), com o apoio de unidades especializadas, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de Polícia de Choque, o Comando Ambiental e o Comando de Polícia Rodoviária.
O policiamento será reforçado nas proximidades dos locais de votação, nos pontos de apuração dos votos, nas estações de trem e nas rodoviárias, além de locais com grandes aglomerações. O efetivo administrativo também será empregado na operação, que seguirá até o final da noite.
Para permitir que os policiais militares exerçam o direito ao voto, o planejamento prevê escalas divididas em dois turnos.
Operação Argos
A Brigada Militar também realizará a Operação Argos, em razão do aumento da circulação de passageiros durante o domingo, quando haverá passe livre no transporte coletivo em determinados municípios.
A operação prevê a seleção aleatória de linhas de ônibus para escolta policial. Durante o trajeto, um policial militar embarca no coletivo para verificar as condições de segurança entre os passageiros e, posteriormente, retorna à viatura. O procedimento será repetido para ampliar o número de veículos fiscalizados.
Fiscalização de crimes eleitorais
A corporação orienta que a população denuncie situações que possam caracterizar crimes eleitorais, como boca de urna, distribuição de material de campanha, ameaças, transporte irregular de eleitores e compra de votos.
As denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 ou diretamente às equipes policiais que estiverem nas proximidades dos locais de votação. Haverá policiamento a pé e viaturas em circulação.
Em caso de flagrante de crime, os envolvidos poderão ser presos. Também serão cumpridos mandados de prisão decorrentes de condenações criminais com trânsito em julgado.
Restrições nos locais de votação
A Brigada Militar reforça que os eleitores não podem entrar na cabine de votação portando celulares, máquinas fotográficas, filmadoras ou equipamentos de radiocomunicação, mesmo que estejam desligados. A recusa em entregar esses aparelhos impede a autorização para votar.
Também é proibido portar armas nos locais de votação, inclusive para pessoas que possuem autorização legal. A exceção é para profissionais em serviço, como policiais militares fardados.
Já os colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) estão proibidos de transportar armas e munições desde a véspera até o dia seguinte à eleição.
Em caso de irregularidades nas seções eleitorais, a orientação é comunicar o presidente da Mesa Receptora ou o juiz eleitoral responsável, para que sejam adotadas as providências cabíveis.