A Polícia Civil apreendeu celulares e drogas que seriam introduzidos clandestinamente no Presídio Estadual de São Gabriel durante uma operação realizada na manhã desta terça-feira. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Polícia de São Gabriel, coordenados pelo delegado Daniel Severo.
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A investigação começou após informações indicarem que um caminhão utilizado para a entrega de hortifrutigranjeiros estaria sendo usado para levar materiais proibidos para dentro da unidade prisional. Com base nas denúncias, os policiais passaram a monitorar as entregas e realizaram a abordagem no momento em que o veículo ingressava no pátio do presídio.
Durante a revista na carga, os agentes encontraram os objetos escondidos dentro de uma caixa plástica. Foram apreendidos 11 aparelhos celulares, 608 gramas de maconha, 103 gramas de cocaína, além de carregadores, cabos e fone de ouvido.
Segundo a Polícia Civil, os materiais poderiam ser utilizados para a prática de novos crimes e para a coordenação de atividades criminosas fora do sistema prisional.
A operação resultou na prisão em flagrante de dois homens, de 28 e 38 anos. Um deles era o motorista responsável pelo transporte da carga. O outro é um apenado que exercia função interna na unidade prisional e que, conforme a investigação, seria o destinatário dos materiais ilícitos. Ambos foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e favorecimento real.
As apurações preliminares apontam que a prática não era um caso isolado. Há indícios de que o esquema vinha sendo utilizado de forma recorrente, aproveitando rotas regulares de entrega para introduzir entorpecentes e aparelhos eletrônicos no presídio.
De acordo com o delegado Daniel Severo, a ação revelou a existência de um mecanismo estruturado para o ingresso de objetos ilícitos no sistema prisional, utilizando uma atividade aparentemente legal para ocultar drogas e dispositivos de comunicação.
O delegado também destacou que a presença de celulares dentro das unidades prisionais permite que pessoas privadas de liberdade continuem coordenando atividades criminosas externas, o que reforça a necessidade de controle rigoroso e responsabilização dos envolvidos.