O município de Santiago enfrenta um dos momentos mais críticos de sua história recente após a forte queda de granizo que atingiu a cidade. Em entrevista neste domingo (27), o prefeito Marcelo Gorski afirmou que o episódio provocou danos de grande proporção, principalmente em residências, prédios públicos e instituições de ensino.
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Segundo o prefeito, ainda não há um levantamento oficial concluído, mas a estimativa inicial é de que aproximadamente 4 mil casas tenham sido atingidas pelo temporal, em diferentes níveis de intensidade.
“Um momento muito difícil para o município de Santiago, talvez o maior dano climático da história, atingindo diretamente as residências do município”, afirmou.
Desde o início da ocorrência, a prefeitura iniciou uma força-tarefa para atender moradores afetados. Mais de 2,5 mil pessoas procuraram os pontos de atendimento para receber lonas e orientações.
As equipes da Assistência Social devem retornar aos bairros para realizar uma avaliação presencial dos prejuízos. Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) também iniciaram o cadastramento das famílias atingidas para organizar o auxílio emergencial.
O município recebeu apoio da Defesa Civil Estadual e Federal. O governador Eduardo Leite colocou a estrutura do Estado à disposição, enquanto o secretário nacional da Defesa Civil, Volnei Wolf, entrou em contato com a prefeitura e deve visitar Santiago nesta semana para avaliar a dimensão dos estragos.
Mobilização envolve Exército, Bombeiros e voluntários
O prefeito destacou que a prefeitura não teria condições de atender sozinha toda a demanda provocada pelo temporal e ressaltou a mobilização conjunta de diferentes instituições.
“É impossível o município sozinho dar conta de todo o atendimento e da cobertura dessas residências.”
O trabalho emergencial conta com apoio do Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro, Defesa Civil Estadual, Brigada Militar, voluntários e prefeituras da região.
Além das lonas distribuídas inicialmente, o município deverá buscar novos materiais, como telhas de fibrocimento e aluzinco, para garantir soluções mais definitivas às famílias que tiveram os telhados destruídos.
A situação ainda se agravou com a continuidade da chuva neste domingo, provocando novos danos em imóveis e estruturas públicas.
Escolas, hospital e prédios públicos também foram afetados
O temporal também atingiu a rede de ensino. Escolas municipais, estaduais e particulares registraram danos, e as aulas foram suspensas.
A decisão conjunta entre município e Estado é de que não haverá aulas na segunda e terça-feira. Uma nova avaliação será feita na terça para verificar quais instituições terão condições de receber os alunos.
O Grupo Hospitalar Santiago também sofreu prejuízos, assim como unidades de saúde, Estratégias de Saúde da Família (ESFs) e outros prédios públicos.
“O dano é de uma imensidão que nós não conseguimos ainda calcular”, declarou o prefeito.
Orientação é procurar pontos de atendimento e evitar subir nos telhados
A prefeitura orienta moradores que ainda não buscaram auxílio a comparecerem ao Ginásio Municipal, onde estão concentrados os atendimentos com equipes da prefeitura, Exército e Corpo de Bombeiros.
Outro ponto de apoio é o CTG Coxilha de Ronda, que está recebendo doações como colchões, roupas de cama, alimentos não perecíveis e cobertores.
O prefeito reforçou, porém, um alerta importante:
“Não é para as pessoas subirem para fazer a troca das cobertas ou colocar a lona.”
Segundo ele, já foram registrados acidentes envolvendo moradores que tentaram realizar reparos nos telhados por conta própria.
“Temos várias pessoas no Pronto Socorro Municipal que caíram de cima das casas nesses momentos. O hospital está cheio, fruto desses acidentes residenciais.”
A orientação é que os moradores aguardem o atendimento das equipes especializadas para evitar novos acidentes.
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