A Brigada Militar foi acionada na noite desta quarta-feira (29) para atender uma ocorrência durante uma assembleia de servidores públicos municipais de Santa Maria, realizada na sede que fica na Avenida Hélvio Basso, no bairro Medianeira.
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O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) como sequestro e cárcere privado e encaminhado para a 3ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, onde será investigado pela delegada Alessandra Padula, titular da unidade.
Conforme o boletim de ocorrência, a assembleia reunia funcionários públicos municipais para tratar da refundação do Sindicato dos Servidores Municipais de Santa Maria.
Segundo o registro policial, participantes cadastrados como vítimas relataram que teriam sido impedidos de deixar o local pelos organizadores do evento e por integrantes da equipe de segurança. Conforme descrito no documento, os participantes teriam permanecido no ambiente por mais de uma hora sem conseguir sair.
O boletim aponta que entre os organizadores estava Vivian Roberta Souza Serpa, presidente do Sindicato dos Municipários de Santa Maria, indicada no registro como responsável pelo evento e pela segurança do local.
Ainda conforme a ocorrência, o advogado Dr. Georgi Fiorigni, apontado como testemunha e defensor dos envolvidos, teria comparecido ao local da assembleia para tentar conversar com os participantes, mas relatou que foi impedido de entrar.
O documento registra também que um dos participantes teria relatado uma suposta ameaça feita por um integrante da recepção, cuja identidade não foi informada. Conforme consta no boletim, a frase atribuída ao envolvido teria sido: “Para de falar senão tu vai ver”.
A ocorrência cita ainda o advogado Dr. Bernardo Fava, que acompanhou o registro policial e se colocou à disposição para levar Vivian Roberta Souza Serpa até a delegacia quando solicitado pela autoridade policial.
Movimento Municipários de Santa Maria se manifesta nas redes sociais
Após o registro da ocorrência, integrantes do Movimento Municipários de Santa Maria — coletivo de servidores e servidoras de Santa Maria divulgaram uma manifestação nas redes sociais sobre o episódio.
Em um vídeo publicado pelo grupo, representantes afirmaram que registraram um boletim de ocorrência denunciando supostas irregularidades durante a assembleia convocada pelo Sindicato dos Municipários de Santa Maria, com anuência da FEMERS (Federação Estadual).
Na manifestação, os integrantes do movimento alegaram que teriam ocorrido situações de suposto cárcere privado, ameaças, intimidações e agressões envolvendo pessoas que atuavam na segurança do evento.
Segundo o relato divulgado pelo coletivo, servidores teriam sido impedidos de sair do local em determinado momento e dois colegas teriam sido agredidos pelos seguranças que estavam na assembleia.
Os representantes também afirmaram que mais de 40 pessoas teriam sido impedidas de entrar no encontro e alegaram que somente participantes favoráveis à direção sindical teriam conseguido acesso ao espaço.
Durante a publicação, o grupo classificou a assembleia como “ilegítima e antidemocrática” e afirmou que pretende encaminhar as denúncias às autoridades competentes.
A reportagem segue à disposição do Sindicato dos Municipários de Santa Maria, da FEMERS, da presidente Vivian Roberta Souza Serpa, dos advogados citados e dos demais envolvidos para manifestação de seus posicionamentos e esclarecimentos sobre o caso.