O 2º Batalhão de Polícia de Choque (2º BPChq) comemorou 26 anos de atuação na manhã desta quinta-feira (6), durante uma solenidade realizada nas dependências da unidade, em Santa Maria. A cerimônia reuniu autoridades militares e civis, policiais, familiares e convidados para marcar a data e homenagear pessoas que contribuíram com a história do batalhão.
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Durante o evento, militares e civis foram agraciados em reconhecimento pelos serviços prestados e pela contribuição com a instituição. A solenidade também foi marcada por discursos que destacaram a missão dos policiais militares e a importância do trabalho desenvolvido pelo 2º BPChq na segurança pública.
Em seu discurso, o comandante do batalhão, coronel PM Robinson Garcia, destacou que a essência da atividade policial militar pode ser resumida em uma palavra: servir.
“Servir quando ninguém aplaude. Servir quando poucos compreendem. Servir quando o risco é elevado. Servir quando o dever chama antes mesmo que o descanso tenha chegado”, afirmou.
Segundo o comandante, vestir a farda representa um compromisso que ultrapassa o horário de trabalho e envolve a proteção da população, a manutenção da ordem pública e a busca pela paz social.
“Quem veste esta farda brigadiana faz um compromisso que não se encerra ao final do expediente. Assume um compromisso permanente com a vida, com a ordem pública e com a paz social. É isso que faz o policial militar um profissional singular”, destacou Robinson Garcia.
O comandante também ressaltou que a finalidade do batalhão vai além dos números registrados em operações, apreensões e prisões. Para ele, a principal razão de existir da unidade é contribuir para que a paz e a ordem prevaleçam sobre a violência.
“Não existimos para ocupar um quartel. Não existimos para realizar operações. Não existimos para produzir números. Tudo isso é consequência. Nossa razão de existir é muito maior. Existimos para que a paz e a ordem prevaleçam sobre a violência”, disse.
Ao falar sobre os integrantes do batalhão, Robinson Garcia afirmou que os policiais são o principal patrimônio da unidade.
“Nenhum resultado apresentado em relatórios, nenhuma operação de sucesso, nenhuma apreensão, nenhuma prisão, nenhuma estatística representa a maior riqueza deste batalhão. O maior patrimônio desta unidade está exatamente à minha frente: são vocês”, declarou.
O comandante lembrou ainda que, por trás de cada policial militar, existe uma família que também enfrenta as dificuldades impostas pela rotina da profissão.
“Se existe alguém que conhece o verdadeiro preço da missão policial militar são vocês. Vocês convivem com a ausência, com a preocupação, com o telefone que toca de madrugada, com o horário que nunca termina, com o abraço que às vezes demora a acontecer”, afirmou ao se dirigir aos familiares.
Para Robinson Garcia, o trabalho dos policiais não é realizado de forma isolada. “Nenhum policial militar serve sozinho. Através de cada integrante desta tropa existe uma família que também serve ao Rio Grande do Sul. E se há vitórias no agir do efetivo deste batalhão, estas também são de quem os espera”, concluiu.
A solenidade contou ainda com a presença do chefe do Estado-Maior da Brigada Militar, coronel PM Álvaro Martinelli. Durante sua manifestação, ele agradeceu pelo convite, saudou os presentes e reforçou a importância do 2º BPChq para a Brigada Militar e para a segurança pública.
Uma história construída em 26 anos
A história do atual 2º BPChq começou durante o processo de reestruturação da Brigada Militar. Em 1997, foi prevista a instalação, em Santa Maria, de um Batalhão de Operações Especiais com o objetivo de dividir o território do Estado em duas áreas de atuação e ampliar a capacidade de resposta especializada da corporação no interior.
O Batalhão de Operações Especiais de Santa Maria foi criado pelo Decreto nº 39.050, de 22 de novembro de 1998. A instalação da unidade foi determinada pela Portaria nº 086/EMBM/2000, de 2 de agosto de 2000, assinada pelo então comandante-geral da Brigada Militar, coronel Nelvio Alberto Neumann. A solenidade de instalação ocorreu em 6 de agosto de 2000, com a presença de autoridades civis e militares.
A criação do batalhão permitiu que a Região Central passasse a contar com uma tropa especializada para prestar apoio a áreas geograficamente distantes da Capital, principalmente em ocorrências que exigissem maior preparo profissional, treinamento específico e equipamentos diferenciados.
O primeiro comandante foi o então major Luiz Fernando Spanier Leal, que permaneceu à frente da unidade entre 4 de agosto de 2000 e 6 de dezembro de 2001, inclusive após sua promoção ao posto de tenente-coronel.
O primeiro grande desafio da unidade ocorreu poucas semanas depois de sua criação. O chamado “batismo de fogo” do então Batalhão de Operações Especiais de Santa Maria ocorreu durante a operação de combate à febre aftosa, realizada entre agosto e novembro de 2000.
O efetivo atuou na contenção e no isolamento do entorno do município de Jóia, além de participar do controle e da fiscalização do transporte de animais e do abate de animais infectados. A tropa permaneceu na operação até que não houvesse mais riscos para os demais animais e para a população.
Em situação de normalidade, o então BOE/SM também era empregado no policiamento ostensivo e em operações de combate ao abigeato e a outros crimes de repercussão, como furtos e roubos de veículos, roubos a estabelecimentos comerciais e ocorrências de maior complexidade. A atuação abrangia Santa Maria e outras áreas do Comando Regional de Polícia Ostensiva Central.
Em outubro de 2008, por meio da Portaria nº 347/EMBM/2008, o Batalhão de Operações Especiais sediado em Santa Maria, anteriormente denominado BOE/SM, passou a ser chamado de 2º Batalhão de Operações Especiais, o 2º BOE.
Dez anos depois, uma nova mudança na estrutura da Brigada Militar alterou a denominação da unidade. Conforme o Decreto Estadual nº 54.424, de 20 de dezembro de 2018, que modificou a Lei de Organização Básica da corporação, o 2º Batalhão de Operações Especiais passou a se chamar 2º Batalhão de Polícia de Choque da Brigada Militar, o atual 2º BPChq.
Atualmente, o 2º BPChq é operacionalmente subordinado ao subcomandante-geral da Brigada Militar e, para fins administrativos, ao Comando Regional de Polícia Ostensiva da Área Central. A unidade é comandada pelo coronel PM Robinson Garcia.
Mudanças de sede
O batalhão iniciou suas atividades no prédio onde funcionava o 1º Esquadrão de Polícia Montada do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon), nas dependências do Regimento.
Em 2008, por meio de uma ação conjunta entre o comando da Brigada Militar, o comando da unidade e a Prefeitura de Santa Maria, o batalhão recebeu uma sede própria. Atualmente, o 2º BPChq está instalado na Rua Venâncio Aires, no bairro Noal, em Santa Maria.
Ao longo de 26 anos, a unidade passou por diferentes fases e mudanças de denominação, mantendo como característica a atuação especializada e o apoio às demais unidades da Brigada Militar em ocorrências de maior complexidade.
Após a solenidade comemorativa, os convidados foram recepcionados com um coquetel nas dependências do batalhão para celebrar os 26 anos de história do 2º BPChq.
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