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Ex-assessor jurídico da Prefeitura de Faxinal do Soturno é preso pela Polícia Civil

Ex-assessor jurídico da Prefeitura de Faxinal do Soturno é preso pela Polícia Civil O ex-assessor jurídico da Prefeitura Municipal de Faxinal do Soturno, o advogado Edson Lorenzoni Junior, foi preso na tarde desta terça-feira (30) pela Polícia Civil. A informação sobre a prisão chegou à equipe de reportagem por meio de moradores do município, que relataram movimentação […]

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Ex-assessor jurídico da Prefeitura de Faxinal do Soturno é preso pela Polícia Civil
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Ex-assessor jurídico da Prefeitura de Faxinal do Soturno é preso pela Polícia Civil

O ex-assessor jurídico da Prefeitura Municipal de Faxinal do Soturno, o advogado Edson Lorenzoni Junior, foi preso na tarde desta terça-feira (30) pela Polícia Civil.

A informação sobre a prisão chegou à equipe de reportagem por meio de moradores do município, que relataram movimentação policial ao longo da tarde. Diante disso, a reportagem entrou em contato com o delegado regional Sandro Meinerz, que confirmou a prisão preventiva do advogado. Segundo o delegado, a prisão estaria relacionada a desdobramentos da Operação Quarta Colônia Livre, porém não foram fornecidos mais detalhes.

Edson Lorenzoni Junior havia sido indiciado no âmbito da Operação Quarta Colônia Livre, deflagrada em agosto, após cerca de cinco meses de investigação. A ação teve como foco o desmantelamento de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e a outras ramificações de facções criminosas que atuavam na região da Quarta Colônia.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou movimentações financeiras superiores a R$ 1 milhão. Ao todo, 62 pessoas foram presas no decorrer da operação.

Relembre o caso e a conclusão do inquérito

No dia 20 de outubro, a Polícia Civil concluiu o inquérito que deu origem à Operação Quarta Colônia Livre. A investigação teve início em fevereiro de 2025 e abrangeu os municípios de Faxinal do Soturno, Agudo, Restinga Sêca, Dona Francisca, São João do Polêsine e Santa Maria.

Os trabalhos foram conduzidos pela Delegacia Regional de Polícia de Santa Maria, com apoio da delegada Jaqueline Pellegrini, titular da Delegacia de Polícia de Agudo. Ao final, o inquérito resultou no indiciamento de 62 pessoas por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. Dois adolescentes também foram responsabilizados e cumprem medidas socioeducativas em regime de semiliberdade.

Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava de forma estruturada e hierarquizada, com divisão clara de funções entre armazenadores, distribuidores e vendedores. As principais lideranças estariam recolhidas ao sistema prisional, especialmente na Penitenciária Estadual de Jacuí, contando com apoio externo, inclusive na movimentação financeira.

Cada município possuía uma liderança local no tráfico, todas conectadas a uma facção criminosa com origem em Porto Alegre e ramificações em Santa Maria. A droga era distribuída da capital para os municípios da Quarta Colônia por meio de uma rede organizada.

Vazamento de informações e envolvimento de servidor municipal

As investigações também apontaram o vazamento de informações sigilosas da operação antes de sua deflagração, em 21 de agosto. Conforme apurado, alguns alvos tiveram conhecimento prévio da ação policial, o que explicaria a quantidade reduzida de drogas e armas apreendidas em comparação ao número de prisões realizadas.

De acordo com a apuração policial, um servidor da Prefeitura de Faxinal do Soturno, que também atuava como advogado do principal líder da facção criminosa, teria repassado informações sigilosas relacionadas à operação. O Ministério Público teria mantido contato com a prefeitura para tratar de questões formais, ocasião em que o servidor foi alertado sobre o caráter sigiloso das informações, mesmo assim comunicando integrantes do grupo criminoso.

Conforme esclarecido pela Polícia Civil, a tentativa de ocultação de um veículo e a cogitação de fuga partiram de um dos líderes da facção criminosa, e não do advogado. Ainda assim, a liderança acabou presa em razão do trabalho de inteligência desenvolvido pelos investigadores.

O servidor foi indiciado por obstrução à Justiça, crime previsto na Lei das Organizações Criminosas, cuja pena varia de três a oito anos de reclusão, além de posse ilegal de arma de fogo, já que uma arma pertencente a uma cliente foi apreendida em sua residência.

A Polícia Civil ressaltou que a Prefeitura Municipal não possui qualquer envolvimento com os fatos, tratando-se de uma conduta individual do então servidor.

Manifestações anteriores

À época da operação, Edson Lorenzoni Junior divulgou nota afirmando que nunca havia sido preso e que jamais praticou qualquer ato de obstrução à Justiça. Segundo ele, as conversas mantidas com clientes ocorreram exclusivamente no exercício da advocacia, sem relação com a operação policial, a qual afirmou desconhecer.

Na mesma nota, declarou que a Prefeitura não havia sido oficialmente comunicada pela Polícia Civil ou pelo Ministério Público sobre a investigação, reiterou confiança na Justiça e informou ter acionado a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional RS para acompanhar o caso. Também afirmou que solicitou exoneração temporária do cargo para se dedicar à defesa.

A Prefeitura de Faxinal do Soturno informou posteriormente que o advogado foi exonerado do cargo.

Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva nesta terça-feira (30), Edson Lorenzoni Junior foi encaminhado à delegacia para registro da ocorrência e, posteriormente, conduzido à Penitenciária Estadual de Santa Maria, onde permanece à disposição da Justiça.

Versão da defesa

O advogado Ditmar Strahl, responsável pela defesa do preso, informou que irá se manifestar exclusivamente nos autos do processo, ocasião em que apresentará as provas necessárias para demonstrar a inocência do acusado.

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Tag: Trânsito

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Redação Rafael Menezes

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Equipe Rafael Menezes

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