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Museu de Ufologia de Itaara completa 25 anos com acervo histórico e conexão com o universo

Espaço reúne manuscritos, objetos e relatos de alguns dos casos mais conhecidos da ufologia brasileira e mantém, ao lado, o Observatório de Astronomia Cosmos.

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Museu de Ufologia de Itaara completa 25 anos com acervo histórico e conexão com o universo
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Itaara, município de aproximadamente 5,5 mil habitantes na Região Central do Rio Grande do Sul, se tornou referência no turismo ufológico ao abrigar o primeiro museu dedicado à ufologia da América Latina e o único do gênero no Brasil. Em 2026, o Museu Internacional de Ufologia completa 25 anos de atividades e apresenta uma exposição especial dedicada a um dos temas mais intrigantes da área: as abduções.

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Inaugurado em 24 de junho de 2001, o museu construiu ao longo de duas décadas e meia um acervo que reúne documentos, objetos, relatos e registros relacionados a casos que marcaram a história da ufologia brasileira e mundial.

Segundo o diretor do Museu de Ufologia e do Observatório Bioastronômico Cosmos, professor Hernán Mostajo, a proposta é oferecer ao visitante um roteiro que começa na origem do universo e passa pela formação da vida na Terra, evolução, arqueologia, conquista espacial e chega aos relatos sobre possíveis contatos com seres extraterrestres.

"O museu nasceu no dia 24 de junho de 2001 (...) fazendo uma construção do conhecimento que vai desde a origem do universo até a possibilidade da vida extraterrestre", explica.

Manuscritos e objetos de casos conhecidos

Entre os principais destaques do acervo estão os manuscritos originais de Artur Berlet. São 422 páginas escritas pelo próprio personagem, nas quais ele relata uma suposta viagem para outro planeta, chamado Acart.

O material é preservado pelo museu como parte da memória documental de um dos relatos que despertaram o interesse de pesquisadores da ufologia brasileira.

Outro caso presente no acervo é o de Antônio Nelson Tasca, de Chapecó, em Santa Catarina. Segundo o relato atribuído a Tasca, ele teria desaparecido durante 12 horas e posteriormente afirmado ter sido levado por extraterrestres.

O museu mantém peças de vestuário atribuídas ao caso, entre elas uma calça e uma camisa que, segundo o relato, teriam sido utilizadas no dia do suposto contato.

"O caso Tasca (...) desapareceu por 12 horas, foi marcado por extraterrestres, segundo a sua história, e nós temos a calça e a camisa, que segundo ele usou naquele dia que ele entrou na nave", relata Mostajo.

O percurso também apresenta referências a casos conhecidos internacionalmente, como Roswell, e a episódios brasileiros, como o Caso Varginha.

A proposta da instituição, segundo o diretor, não é comprovar a existência de extraterrestres, mas preservar as histórias e os documentos relacionados às pessoas que afirmam ter vivido experiências desse tipo.

"O principal foco do museu não é provar o ET, o disco voador, mas sim contar essa história", afirma.

Observatório Cosmos aproxima visitantes da astronomia

A experiência em Itaara não se limita à ufologia. Ao lado do museu está o Observatório Bioastronômico Cosmos, criado para aproximar o público da astronomia e apresentar a dimensão do universo por meio da observação de planetas, estrelas e galáxias.

O observatório foi inaugurado oficialmente em 16 de setembro de 2019, em uma solenidade que contou com a presença do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, então ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e do então presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Augusto Teixeira de Moura.

Entre os objetos preservados no local está um macacão utilizado por Marcos Pontes, posteriormente doado ao observatório.

Para Mostajo, a estrutura funciona como um complemento ao museu e amplia o caráter educativo do espaço.

"O observatório de astronomia Cosmos é justamente um agregador de valores científico. Ele mostra para o nosso visitante, turista, escola, professor, o universo lá fora, planetas, estrelas, galáxias", explica.

O local recebe turistas, estudantes e professores interessados em conhecer mais sobre astronomia e o universo.

Itaara é oficialmente a Capital Gaúcha da Ufologia

A relação do município com a ufologia ganhou reconhecimento oficial em 2025. A Lei Ordinária nº 16.320, de 24 de julho de 2025, declarou Itaara como Capital Gaúcha da Ufologia no Estado do Rio Grande do Sul.

Para um município de aproximadamente 5,5 mil habitantes, o reconhecimento representa também uma oportunidade de ampliar o turismo e fortalecer atividades econômicas ligadas ao setor.

A denominação oficial reforça uma identidade que vem sendo construída há 25 anos com a atuação do Museu de Ufologia e do Observatório Cosmos.

"A Capital Gaúcha da Ufologia é uma celebração muito importante, dá destaque para o nosso município, incrementa o turismo, incrementa o empreendedorismo", afirma Mostajo.

Segundo o diretor, o município também trabalha em melhorias na estrutura turística, com ações de paisagismo e sinalização temática. A rua onde está localizado o museu passa por obras de pavimentação, com a intenção de melhorar o acesso de veículos e ônibus de excursão.

Zé Ramalho é padrinho oficial do museu

A história da instituição também está ligada à música brasileira. O cantor e compositor Zé Ramalho é o padrinho oficial do Museu de Ufologia de Itaara.

O músico participou da inauguração do espaço em 24 de junho de 2001 e mantém forte ligação com a temática ufológica presente em sua obra artística.

Segundo Mostajo, Zé Ramalho ajudou a divulgar o museu e levou a temática para diferentes públicos por meio de sua carreira.

"O cantor e compositor Zé Ramalho, nosso eterno padrinho do museu, fez a inauguração do museu, apresentou para o mundo em seus shows", conta.

25 anos entre histórias e perguntas

Ao completar 25 anos, o Museu Internacional de Ufologia mantém a proposta de preservar documentos, objetos e relatos de pessoas que afirmam ter vivido experiências relacionadas a possíveis contatos extraterrestres.

O espaço reúne diferentes áreas do conhecimento, passando pela origem do universo, evolução da vida, arqueologia, dinossauros e conquista espacial, até chegar aos relatos ufológicos.

A visita também pode ser complementada pelo Observatório Cosmos, criando um roteiro que combina história, cultura, astronomia e turismo.

Depois de um quarto de século, uma das principais perguntas relacionadas à ufologia continua sem uma resposta definitiva: existe vida em outros planetas?

Para Hernán Mostajo, a possibilidade permanece aberta.

"A possibilidade é imensa, infinita, mas quem sabe realmente nós não estamos sozinhos. Ou quem sabe, eu sou um deles", afirma.

Em Itaara, a curiosidade sobre o que existe além da Terra se transformou em uma identidade turística. Entre manuscritos, roupas, relatos, telescópios e objetos ligados à exploração espacial, o município mantém um espaço dedicado a perguntas que continuam despertando a imaginação e o interesse de visitantes de diferentes regiões.

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Rafael Menezes ∴

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Equipe Rafael Menezes

Sou jornalista e radialista gaúcho, com mais de 23 anos de experiência na comunicação. Ao longo da minha trajetória, participei de coberturas jornalísticas de grande repercussão nacional e desenvolvi pautas em parceria com grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Meu trabalho é sempre guiado pela ética, responsabilidade e compromisso com a verdade. Acredito em um jornalismo sério, transparente e próximo das pessoas, capaz de informar de forma clara e responsável.
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