A delegada Débora Dias, da Delegacia de Polícia de Proteção à Pessoa Idosa e Combate à Intolerância (DPICOI) de Santa Maria, alerta para a frequência dos golpes praticados por criminosos que se passam por advogados para enganar vítimas e obter dinheiro. O alerta foi feito nesta quinta-feira (13), durante a Operação Juris Fictio, deflagrada em Fortaleza e na região metropolitana.
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A investigação começou em 2024, depois que uma mulher de 68 anos registrou ocorrência em Santa Maria após ser vítima do golpe do falso advogado. Segundo a delegada, a vítima recebeu uma ligação de criminosos que se passaram por integrantes de um escritório de advocacia de Brasília onde ela já havia sido cliente.
Por meio de técnicas de engenharia social, os suspeitos conseguiram fazer com que a mulher acreditasse que estava realmente em contato com representantes do escritório. A vítima acabou sendo induzida a realizar procedimentos que resultaram em um prejuízo de R$ 150 mil.
De acordo com Débora Dias, a investigação foi complexa e exigiu diversas medidas judiciais, incluindo quebras de sigilo e análise de dados. Ao longo do trabalho, foram identificadas 16 pessoas investigadas, todas no Ceará, em Fortaleza e cidades da região metropolitana.
A Justiça autorizou 16 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão. Durante a operação, 12 pessoas foram presas.
Para a delegada, o caso reforça a necessidade de atenção diante do crescimento das fraudes eletrônicas e, especialmente, dos golpes em que criminosos se passam por profissionais da advocacia.
A orientação da Polícia Civil é para que a pessoa não forneça informações, não faça pagamentos e não siga instruções recebidas por meio de uma ligação ou mensagem suspeita.
- Se receber uma ligação que diz supostamente que é de seu advogado, não responda a nada. Ligue diretamente para o número que você tem, não para o número que liga, que provavelmente é golpe - orientou Débora Dias.
A delegada também destaca que o contato deve ser confirmado por meio de canais já conhecidos pela vítima, evitando utilizar números ou links enviados pelo próprio suspeito.
A investigação ainda não foi concluída. Após o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil dará continuidade à análise das informações e dos materiais obtidos durante a operação para esclarecer a participação de cada investigado.
A operação contou com o suporte estratégico do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB/DIOPI/SENASP/MJSP) e com o apoio operacional da DRACO de Santa Maria e da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) para o cumprimento das ordens judiciais no território cearense.
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