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Ex-PMs vão a júri popular pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro em São Gabriel

Caso ocorrido em 2022 teve grande repercussão no Estado e os três acusados já foram excluídos da Brigada Militar por decisão administrativa.

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Ex-PMs vão a júri popular pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro em São Gabriel
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O ex-sargento Arleu Junior Jacobsen e os ex-soldados Raul Veras Pedroso e Cleber de Lima, acusados de envolvimento na morte de Gabriel Marques Cavalheiro, serão julgados pelo Tribunal do Júri a partir do dia 29 de junho, no Foro da Comarca de São Gabriel. A sessão está marcada para começar às 8h30. Presos preventivamente desde 23 de agosto de 2022, os três respondem por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

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Além do processo criminal, os três também responderam a procedimento administrativo na Brigada Militar. Em novembro de 2025, a Corregedoria-Geral da Brigada Militar decidiu pela exclusão do ex-sargento Arleu Junior Jacobsen e dos ex-soldados Raul Veras Pedroso e Cleber de Lima dos quadros da corporação, após a conclusão do processo no Conselho de Disciplina.

A acusação será conduzida pelos promotores de Justiça Maria Fernanda Rabelo Ramalho, Eugênio Paes de Amorim e Karine Camargo Teixeira, representando o Ministério Público. A defesa será realizada pelos advogados Maurício Adami Custódio e Ivandro Bitencourt Feijó, por um dos réus, e pelos advogados Jean de Menezes Severo, Vânia Jussara Leitão Barreto e Shaianne Lourenço de Gregori, que representam os outros dois acusados.

Durante o julgamento, estão previstas as oitivas de 20 testemunhas, além do interrogatório dos três réus.

Relembre o caso

Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos, foi encontrado morto em um açude na localidade de Lava Pé, em 19 de agosto de 2022, em São Gabriel. Morador de Guaíba, o jovem estava na Fronteira Oeste para cumprir o serviço militar obrigatório.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Gabriel foi abordado por policiais militares após um chamado para atender uma ocorrência de suposta perturbação da tranquilidade. A acusação sustenta que, durante a abordagem, ele teria sido agredido com golpes de cassetete na região do pescoço por um dos policiais e, em seguida, colocado dentro de uma viatura.

Depois disso, Gabriel não foi mais visto com vida. Dias mais tarde, seu corpo foi localizado em um açude na localidade de Lava Pé. A investigação levou ao indiciamento e à denúncia dos três policiais militares, que agora serão julgados pelo Tribunal do Júri.


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Rafael Menezes ∴

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Equipe Rafael Menezes

Sou jornalista e radialista gaúcho, com mais de 23 anos de experiência na comunicação. Ao longo da minha trajetória, participei de coberturas jornalísticas de grande repercussão nacional e desenvolvi pautas em parceria com grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Meu trabalho é sempre guiado pela ética, responsabilidade e compromisso com a verdade. Acredito em um jornalismo sério, transparente e próximo das pessoas, capaz de informar de forma clara e responsável.
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