Preview
Plantão
Trânsito

Três pessoas são condenadas por manter mãe e dois filhos em condição análoga à escravidão em Santa Maria

Justiça Federal reconheceu jornadas exaustivas, trabalho sem pagamento e ameaças contra família vinda da Bahia.

Ouça a Notícia
Pausado
Três pessoas são condenadas por manter mãe e dois filhos em condição análoga à escravidão em Santa Maria
Compartilhe:

Duas mulheres e um homem foram condenados pela Justiça Federal por submeterem uma mãe e seus dois filhos, que eram menores de idade na época dos fatos, a condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Santa Maria. A sentença foi proferida pelo juiz federal Daniel Antoniazzi Freitag e publicada na última sexta-feira (19).

>>Clique aqui, siga nossa página no Instagram, e fique por dentro das atualizações em tempo real.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a família foi convencida a deixar Salvador (BA) após receber a promessa de que a mãe trabalharia como caseira em uma chácara no município.

Ao chegarem à propriedade, porém, a realidade foi diferente. Segundo o processo, os dois adolescentes foram obrigados a erguer cercas, cavar buracos e participar da construção de uma casa. Pouco tempo depois, a mãe também passou a realizar os mesmos serviços pesados.

As investigações apontaram que as vítimas enfrentavam jornadas exaustivas, iniciadas às 5h30 e encerradas por volta das 22h. Além disso, não recebiam salários, não tinham horários de descanso e frequentemente ficavam sem alimentação.

A situação durou aproximadamente uma semana e terminou quando a família conseguiu fugir durante a madrugada, caminhando até deixar a propriedade e levando apenas os pertences pessoais.

Na sentença, o juiz destacou que os acusados se aproveitaram da vulnerabilidade da família para obter mão de obra sem qualquer remuneração. Em depoimento, os próprios réus admitiram que não haviam acertado salário e que pretendiam descontar do eventual pagamento futuro o valor das passagens aéreas utilizadas pela família.

Ao fundamentar a decisão, o magistrado afirmou que as provas demonstram que as vítimas tiveram a liberdade restringida por meio de ameaças, além de sofrerem restrição de alimentação e serem submetidas a jornadas exaustivas de trabalho.

O juiz também ressaltou que o curto período em que a família permaneceu na propriedade não descaracteriza o crime, destacando que a gravidade das circunstâncias é mais relevante do que a duração dos fatos. Segundo ele, os depoimentos das vítimas permaneceram firmes e coerentes durante toda a investigação e ao longo do processo judicial.

Os três réus foram condenados a três anos e sete meses de reclusão. No entanto, a pena de prisão foi substituída por prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas e pelo pagamento de prestação pecuniária equivalente a quatro salários mínimos.

A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Espaço Publicitário
870x120
Tag: Trânsito

Como você se sentiu lendo isso?

Espaço Publicitário Inferior
870x120
Rafael Menezes ∴

Rafael Menezes ∴

Equipe Rafael Menezes

Sou jornalista e radialista gaúcho, com mais de 23 anos de experiência na comunicação. Ao longo da minha trajetória, participei de coberturas jornalísticas de grande repercussão nacional e desenvolvi pautas em parceria com grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Meu trabalho é sempre guiado pela ética, responsabilidade e compromisso com a verdade. Acredito em um jornalismo sério, transparente e próximo das pessoas, capaz de informar de forma clara e responsável.
A comunicação é minha paixão e, através dela, busco informar, conectar e dar voz aos fatos que realmente importam.

Aqui, você acompanha o jornalismo como ele deve ser: com credibilidade, responsabilidade e propósito.

Compartilhar: