Uma mulher de 37 anos foi morta a facadas por volta das 14h desta quinta-feira (5), na Rua 12, no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria. A vítima foi identificada como Graziele de Oliveira. Este é o primeiro feminicídio registrado no município em 2026.
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Conforme o boletim de ocorrência, a Brigada Militar foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegar ao local, os policiais encontraram Graziele ferida por diversos golpes de faca, que atingiram o tórax e o abdômen. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Quando a guarnição chegou, o autor já havia fugido.
O suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, um homem de 43 anos. Conforme o registro policial, Graziele possuía medidas protetivas de urgência contra ele válidas até fevereiro de 2027, as quais que teriam sido descumpridas no dia 28 de outubro, poucos dias antes do assassinato.
Durante os procedimentos de investigação, a Polícia Civil apreendeu uma bainha de faca, apontada como possivelmente pertencente à arma utilizada no crime, um envelope do Instituto-Geral de Perícias (IGP), o telefone celular da vítima, duas facas com lâminas de aproximadamente 15 e 20 centímetros e uma chave de automóvel.
De acordo com o boletim, a bainha e o telefone celular foram apreendidos na residência onde ocorreu o feminicídio. Já as duas facas e a chave do automóvel foram encontradas em uma distribuidora de bebidas de propriedade do suspeito. Ao chegarem ao estabelecimento, os policiais encontraram as portas abertas e as chaves na porta. Com o acompanhamento da proprietária do imóvel, foram realizadas buscas no interior do estabelecimento, onde os objetos foram localizados.
A Polícia Civil também solicitou exames papiloscópicos em uma garrafa de uísque e em um copo encontrados na residência, com o objetivo de coletar impressões digitais que possam contribuir para a investigação.
O caso será investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Santa Maria. Também foram solicitados exames de necropsia e toxicológico na vítima, além das perícias nos materiais apreendidos.
Até o momento, não há informações sobre a prisão do suspeito.
Com a morte de Graziele, o Rio Grande do Sul chega a 69 feminicídios registrados em 2026, conforme o levantamento informado.