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Vítima de feminicídio em Santa Maria será sepultada neste sábado em Silveira Martins

Graziele de Oliveira, de 37 anos, já havia sobrevivido a uma tentativa de feminicídio em 2024 e deixa dois filhos. Suspeito do assassinato possui diversos registros policiais e continua foragido.

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Vítima de feminicídio em Santa Maria será sepultada neste sábado em Silveira Martins
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O corpo de Graziele de Oliveira, de 37 anos, vítima de feminicídio em Santa Maria, será sepultado neste sábado (7), em Silveira Martins, na Região Central do Rio Grande do Sul. O velório começa na tarde desta sexta-feira (6), no Complexo Ângelos, localizado na Avenida Elvio Basso, em Santa Maria.

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Graziele foi morta a facadas por volta das 14h de quinta-feira (5), na Rua 12, no bairro Nova Santa Marta. O crime ocorreu na presença de familiares. O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, um homem de 43 anos, que fugiu após o assassinato e permanece foragido.

Conforme informações do registro policial, a mulher foi atingida por diversos golpes de faca nas regiões do tórax e do abdômen. A Brigada Militar foi acionada para atender à ocorrência de violência doméstica. Quando os policiais chegaram, encontraram Graziele ferida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamado, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

A vítima possuía medidas protetivas de urgência contra o suspeito desde 26 de outubro, com validade até fevereiro de 2027. Segundo o registro policial, as determinações judiciais teriam sido descumpridas pelo homem no dia 28 de outubro, poucos dias antes do feminicídio.

Suspeito possui diversos antecedentes policiais

O homem apontado como suspeito do feminicídio possui um histórico de registros policiais por diferentes ocorrências. Entre os antecedentes informados estão nove registros de ameaça, dois de desacato, dois de lesão corporal, dois de estelionato e um de roubo a estabelecimento comercial.

Também constam registros por fuga do local de acidente, direção perigosa de veículo em via pública, crimes contra a saúde pública, difamação, cumprimento de mandado de busca e apreensão, poluição ambiental, perturbação da tranquilidade e denúncia caluniosa associada a ameaça.

O histórico inclui ainda outros registros relacionados a lesão corporal e ameaça. A existência de registros policiais não significa, necessariamente, condenação pelos respectivos crimes.

Objetos foram apreendidos durante a investigação

Durante os procedimentos de investigação, a Polícia Civil apreendeu uma bainha de faca, o telefone celular da vítima, duas facas com lâminas de aproximadamente 15 e 20 centímetros e uma chave de automóvel. Os objetos foram encontrados na residência onde ocorreu o crime e em uma distribuidora de bebidas de propriedade do suspeito.

Também foram solicitadas perícias em materiais encontrados no local, incluindo exames papiloscópicos para tentar identificar impressões digitais que possam contribuir com a investigação. O caso está sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Santa Maria.

Graziele já havia sobrevivido a outra tentativa de feminicídio

A história de violência contra Graziele não começou com o crime desta quinta-feira. Em 2024, ela já havia sido vítima de uma tentativa de feminicídio, quando foi atingida por disparos de arma de fogo efetuados por um homem que era seu companheiro na época.

É importante destacar que o autor daquela tentativa de feminicídio era outra pessoa, sem relação com o suspeito do assassinato ocorrido agora.

Graziele deixa dois filhos maiores de idade.

Primeiro feminicídio do ano em Santa Maria

A morte de Graziele representa o primeiro feminicídio registrado em Santa Maria em 2026. Com o caso, o Rio Grande do Sul chega a 69 feminicídios neste ano, conforme o levantamento informado.

Até o momento, o suspeito continua foragido, e a Polícia Civil segue investigando o crime.

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Equipe Rafael Menezes

Sou jornalista e radialista gaúcho, com mais de 23 anos de experiência na comunicação. Ao longo da minha trajetória, participei de coberturas jornalísticas de grande repercussão nacional e desenvolvi pautas em parceria com grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Meu trabalho é sempre guiado pela ética, responsabilidade e compromisso com a verdade. Acredito em um jornalismo sério, transparente e próximo das pessoas, capaz de informar de forma clara e responsável.
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