Uma mulher de 21 anos, presa em flagrante na manhã desta quinta-feira (16) por posse de arma de fogo de uso restrito, foi colocada em liberdade pela Justiça poucas horas depois, durante audiência de custódia realizada ainda na tarde do mesmo dia.
>>Clique aqui, siga nossa página no Instagram, e fique por dentro das atualizações em tempo real.
A prisão ocorreu por volta das 9h, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência na Rua Apóstolo João, no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria. No imóvel, policiais civis localizaram um revólver calibre .32 da marca Taurus com numeração suprimida e municiado com seis cartuchos intactos. Também foram apreendidos um facão, uma balança de precisão, um coldre, oito estojos de munição deflagrados e uma touca do tipo ninja.
A jovem foi conduzida à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde foi autuada em flagrante pelo crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Na audiência de custódia, no entanto, a Justiça não converteu a prisão em preventiva e determinou a liberdade da investigada.
O advogado de defesa, Ariel Cardoso, afirmou que não estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão.
— Para que uma prisão preventiva seja decretada, é preciso muito mais do que a simples ocorrência do fato. É necessário que existam elementos concretos demonstrando que a liberdade da pessoa representa risco à ordem pública, o que, neste caso, a Defesa demonstrou não existir. A flagranteada é uma mulher primária, possui bons antecedentes e os documentos que deram origem à busca sequer faziam referência a ela, mas a uma terceira pessoa, apontada como possível responsável pela arma de fogo apreendida — declarou.
O caso seguirá sendo investigado pela Polícia Civil, que dará continuidade ao inquérito para apurar a responsabilidade pelos objetos apreendidos durante o cumprimento do mandado.