Denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do promotor de Justiça Flávio Duarte, Dilson Alves da Silva Neto e Gabriela Vicente de Sousa foram condenados pela Justiça por estelionato, lavagem de dinheiro e uso de documento falso em esquema de rifas ilegais que movimentou milhões, em Porto Alegre, após decisão do juiz Ricardo Petry Andrade.
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A sentença fixou pena de 14 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, para Dilson Alves da Silva Neto, e 8 anos e 4 meses, também em regime fechado, para Gabriela Vicente de Sousa.
Segundo a decisão, entre novembro de 2022 e maio de 2024, o acusado promoveu rifas eletrônicas sem autorização legal, alcançando milhares de pessoas por meio das redes sociais. O caso mais expressivo envolveu a rifa de um Porsche, realizada entre dezembro de 2023 e março de 2024, apontada como fraudulenta, com manipulação de resultado e criação de ganhador fictício, causando prejuízo a mais de 9 mil vítimas.
A investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) também identificou a movimentação de valores superiores a R$ 2,5 milhões, posteriormente ocultados em um esquema de lavagem de dinheiro com uso de contas de terceiros e empresas para dar aparência de legalidade aos recursos.
Gabriela foi apontada como coautora por ceder contas bancárias e participar da circulação financeira dos valores.
Outro ponto central da condenação foi o uso de documento falso. Em 7 de maio de 2024, durante o período das enchentes no Estado, o acusado divulgou um comprovante de transferência de R$ 1 milhão em suposta doação a vítimas da tragédia. A apuração judicial constatou que, na prática, apenas R$ 100 haviam sido repassados, configurando tentativa de enganar o público e obter vantagem indevida por meio da falsa comunicação.