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Operação Padrinho chega a 72 presos em ofensiva contra homicídios e crime organizado no RS

Após um ano e três meses de investigação, ação já cumpriu 70 dos 75 mandados de prisão preventiva, além de diligências de busca e apreensão e sequestro de veículos.

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Operação Padrinho chega a 72 presos em ofensiva contra homicídios e crime organizado no RS
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A Polícia Civil já prendeu 72 pessoas durante a Operação Padrinho, deflagrada na manhã desta quarta-feira (4), em uma ofensiva contra homicídios e o crime organizado no Rio Grande do Sul. A ação ocorre em Santa Maria, Restinga Seca e Caçapava do Sul, além de cinco casas prisionais do Estado. Dos 75 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, três ainda estão pendentes de cumprimento.

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Considerada pela Polícia Civil a maior operação da história do Rio Grande do Sul contra homicídios, a mobilização reúne aproximadamente 350 agentes das forças de segurança. Participam da ação policiais civis, militares e penais, com apoio do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e da Força Aérea Brasileira (FAB). As equipes contam com profissionais de Porto Alegre e de municípios do interior.

Ao todo, são 174 ordens judiciais, sendo 75 mandados de prisão preventiva, 92 mandados de busca e apreensão e sete ordens de sequestro de veículos. As diligências também são realizadas nas casas prisionais PASC, PESM, PRSM, PEJULI e PESB.

Investigação começou após homicídio em Santa Maria

A investigação foi iniciada em 13 de agosto de 2025, pela Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Santa Maria (DPHPP), após um homicídio qualificado ocorrido no bairro Nova Santa Marta. Na ocasião, a vítima foi executada com 15 disparos de calibre 9 milímetros em frente à própria residência.

Durante as apurações, a análise da rota de fuga dos atiradores levou os investigadores a identificar o envolvimento de uma facção criminosa com atuação em Santa Maria. Conforme a Polícia Civil, o assassinato teria sido uma retaliação determinada pela liderança da organização, após um conflito anterior entre integrantes do grupo.

Com o aprofundamento das investigações, foi identificada uma organização criminosa estruturada hierarquicamente, com divisão de tarefas e ligação com uma macrofacção de alcance estadual. A apuração apontou que o grupo utilizava o sistema prisional como base para coordenar atividades relacionadas ao tráfico de drogas, administrar a logística criminosa e determinar execuções fora das unidades penitenciárias.

Segundo a investigação, a liderança da organização exercia influência sobre duas importantes galerias do sistema prisional local. A partir dessa estrutura, eram transmitidas orientações aos integrantes que atuavam nas ruas, mantendo o controle territorial em diferentes bairros.

Os investigadores também identificaram a utilização de armamento pesado, incluindo fuzis e pistolas, além da movimentação de recursos provenientes do tráfico de drogas, posteriormente ocultados de forma ilícita.

Operação busca atingir comando e estrutura financeira da facção

O nome Operação Padrinho faz referência à forma como o principal líder da organização criminosa era tratado pelos subordinados. Segundo a Polícia Civil, a liderança determinava ações violentas contra grupos rivais e pessoas consideradas informantes.

A ofensiva tem como objetivo atingir a estrutura de comando da organização, interromper a comunicação entre integrantes que estão nas ruas e aqueles que permanecem no sistema prisional, além de enfraquecer a capacidade financeira e logística do grupo.

A operação é coordenada pelo delegado Adriano Rossi, titular da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Santa Maria. O delegado Mário Souza, diretor do Departamento Estadual de Homicídios do Rio Grande do Sul, também acompanha a mobilização.

A ação integra o Protocolo das Sete Medidas de Enfrentamento aos Homicídios (P7), do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, que estabelece estratégias de repressão qualificada aos crimes violentos letais e de responsabilização de integrantes de organizações criminosas.

Os 72 presos serão encaminhados ao sistema prisional. A operação segue em andamento, e os números poderão ser atualizados conforme o cumprimento dos mandados judiciais.


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Equipe Rafael Menezes

Sou jornalista e radialista gaúcho, com mais de 23 anos de experiência na comunicação. Ao longo da minha trajetória, participei de coberturas jornalísticas de grande repercussão nacional e desenvolvi pautas em parceria com grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Meu trabalho é sempre guiado pela ética, responsabilidade e compromisso com a verdade. Acredito em um jornalismo sério, transparente e próximo das pessoas, capaz de informar de forma clara e responsável.
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