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Patrão terá que indenizar caseiro baleado durante assalto em fazenda de Cruz Alta

O assalto ocorreu em agosto de 2020, por volta das 22h. O trabalhador atuava no cuidado dos animais e da lavoura e morava em uma residência destinada aos empregados dentro da propriedade rural.

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A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a condenação do espólio de um proprietário rural de Cruz Alta ao pagamento de indenização a um trabalhador que foi baleado durante um assalto na fazenda onde trabalhava e também residia. A decisão unânime confirmou o entendimento de que havia falhas nas medidas de proteção, mesmo diante de um histórico de ocorrências criminosas na propriedade.

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O assalto ocorreu em agosto de 2020, por volta das 22h. O trabalhador atuava no cuidado dos animais e da lavoura e morava em uma residência destinada aos empregados dentro da propriedade rural.

Durante a ação criminosa, ele foi atingido por três disparos. Conforme o processo, os ferimentos causaram lesões permanentes, limitações funcionais e redução da capacidade para o trabalho. O trabalhador também sustentou que a fazenda já havia sido alvo de outros assaltos.

Na defesa, a fazenda argumentou que o crime havia sido praticado por terceiros e que o assalto não tinha relação direta com as atividades exercidas pelo caseiro.

No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região concluiu que o proprietário tinha conhecimento de assaltos anteriores e, mesmo assim, não tomou providências suficientes para reduzir os riscos enfrentados pelos trabalhadores que viviam no local.

Com isso, foi reconhecida a responsabilidade civil do empregador, com condenação ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais e R$ 70 mil por danos materiais.

Ao analisar o recurso, o relator, ministro Dezena da Silva, destacou que a atividade de caseiro em uma propriedade rural não é, por si só, considerada uma atividade de risco acentuado para a aplicação da responsabilidade objetiva.

Entretanto, segundo o entendimento mantido pela Primeira Turma do TST, as provas apontaram a existência de assaltos recorrentes na fazenda e a insuficiência das medidas adotadas para garantir a segurança dos trabalhadores.

A decisão foi unânime.

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Rafael Menezes ∴

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Equipe Rafael Menezes

Sou jornalista e radialista gaúcho, com mais de 23 anos de experiência na comunicação. Ao longo da minha trajetória, participei de coberturas jornalísticas de grande repercussão nacional e desenvolvi pautas em parceria com grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Meu trabalho é sempre guiado pela ética, responsabilidade e compromisso com a verdade. Acredito em um jornalismo sério, transparente e próximo das pessoas, capaz de informar de forma clara e responsável.
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