Um homem acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) de ser o mandante de um duplo homicídio qualificado e de liderar uma organização criminosa armada foi condenado nesta terça-feira (25), pelo Tribunal do Júri de Cachoeira do Sul, a 61 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado. A sentença também determinou a execução imediata da pena e fixou indenização mínima de R$ 50 mil para a sucessão de cada vítima.
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Na acusação, atuou a promotora de Justiça Virgínia Lupatini. Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da responsabilidade do réu pelo crime de organização criminosa.
As vítimas, Diego Miranda Orquiz e Diego Nunes Herkler Teixeira, foram mortas entre os dias 10 e 12 de janeiro de 2017, na localidade de São Lourenço, no interior de Cachoeira do Sul.
Segundo a acusação apresentada pelo MPRS, o condenado teria ordenado os assassinatos de dentro do sistema prisional. A motivação estaria relacionada a uma represália pela morte de um integrante da facção criminosa e à intenção de ampliar o domínio da organização sobre o tráfico de drogas no município.
Conforme a investigação, integrantes da organização criminosa se passaram por policiais, abordaram as vítimas na residência de Diego Miranda Orquiz, restringiram a liberdade dos dois homens e os levaram até uma área isolada. No local, ambos foram executados a tiros.
As investigações reuniram mensagens, áudios, vídeos, fotografias extraídas de celulares e depoimentos de testemunhas. Segundo o MPRS, o conjunto de provas demonstrou que o condenado coordenou a ação e exercia função de liderança dentro da organização criminosa, envolvida com o tráfico de drogas e homicídios.
Os cinco homens apontados como executores dos assassinatos já foram condenados anteriormente.