A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou um professor de uma escola estadual de Santa Maria por denúncias de importunação sexual contra adolescentes. Ao final da apuração, o homem foi indiciado, em tese, por cinco crimes de importunação sexual. As vítimas são cinco alunas, com idades entre 16 e 17 anos. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Santa Maria, sob coordenação da delegada Luiza Santos Sousa.
A investigação teve origem em uma ocorrência registrada na tarde de 3 de setembro, na Escola Estadual Tancredo Neves, localizada na Rua Darcy Fagundes, no bairro Tancredo Neves. Na ocasião, a Brigada Militar foi acionada por volta das 13h35min para verificar a denúncia. Inicialmente, quatro adolescentes foram apontadas como vítimas.
Duas estudantes, ambas de 16 anos, foram ouvidas pelos policiais e relataram que o professor ministrava aulas na instituição desde maio e apresentaria, segundo elas, comportamento inadequado. Outras duas adolescentes, de 17 e 16 anos, também foram apontadas como vítimas na ocorrência.
Conforme informações obtidas pelo Portal Rafael Menezes na época, as adolescentes relataram que o professor teria o costume de abraçar e se aproximar das alunas. Segundo os relatos registrados na ocorrência, durante essas aproximações ele teria encostado a região genital nas estudantes. As adolescentes também mencionaram outros episódios que teriam ocorrido quando estavam sentadas no chão ou agachadas.
As estudantes informaram aos policiais que a situação já havia sido levada ao conhecimento da direção da escola. O diretor e o vice-diretor confirmaram que haviam elaborado uma ata com as denúncias e encaminhado o documento à Coordenadoria Regional de Educação para as providências cabíveis.
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais também tiveram acesso a capturas de tela de conversas em um grupo de WhatsApp mantido pelo professor com alunos do sexo masculino. Conforme registrado no documento policial, as mensagens continham comentários de cunho sexual relacionados a alunas e outras meninas.
Na ocasião, o professor permanecia na escola e, conforme constava no registro policial, estava previsto para ministrar aulas normalmente. Os responsáveis pela instituição foram orientados a comparecer à Delegacia de Polícia para acompanhar o registro da ocorrência, mas, segundo o relato policial, nenhum deles compareceu naquele momento.
Investigação e pedido de prisão
Com o avanço da investigação, a Polícia Civil aprofundou a apuração das denúncias e, durante o inquérito, chegou à conclusão pelo indiciamento do professor por cinco crimes de importunação sexual, considerando, em tese, cinco vítimas adolescentes.
A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido, entretanto, foi negado pelo Poder Judiciário.
O professor foi então afastado administrativamente das atividades na escola.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Judiciário para análise e adoção das providências legais cabíveis.