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Uma das maiores redes de fast-food do Brasil entra em recuperação judicial com dívida milionária

A crise que chegou às grandes redes de alimentação mostra o peso do cenário econômico atual: custos mais altos, consumidores gastando menos e empresas pressionadas pelas dívidas.

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Uma das maiores redes de fast-food do Brasil entra em recuperação judicial com dívida milionária
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A Justiça de São Paulo autorizou o processamento da recuperação judicial do Grupo Gennius, responsável pelas marcas Habib’s, Ragazzo e Tendal, após a empresa declarar um passivo de aproximadamente R$ 265,2 milhões. A decisão marca o início de um processo de reorganização financeira do grupo, que reúne centenas de unidades e operações em diferentes áreas da cadeia de alimentação.

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A autorização foi concedida pelo juiz Jomar Juarez Amorim, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. O pedido envolve 176 requerentes, entre empresas e produtores rurais ligados ao grupo.

Segundo a companhia, a crise financeira foi agravada por uma combinação de fatores, como os impactos econômicos provocados pela pandemia, mudanças nos hábitos de consumo dos clientes e o aumento das taxas de juros, que elevou os custos financeiros das operações.

O Grupo Gennius reúne dez empresas franqueadoras e holdings de participação, 17 sociedades operacionais, seis churrascarias Tendal, 119 unidades do Habib’s e 26 lojas do Ragazzo. A estrutura do conglomerado funciona de forma verticalizada, com empresas responsáveis por diferentes etapas da produção e distribuição.

Justiça determina proteção contra cobranças durante o processo

Com o deferimento da recuperação judicial, as empresas passam a ter a possibilidade de negociar suas dívidas de forma coletiva com os credores enquanto continuam operando. A decisão também determinou a suspensão das ações e execuções contra as empresas envolvidas, conforme prevê a legislação.

O grupo havia solicitado medidas urgentes para preservar sua operação, incluindo a liberação de valores recebíveis utilizados como garantia bancária, conhecida como “quebra das travas bancárias”. O pedido, porém, foi negado pelo magistrado.

Segundo o juiz, créditos protegidos por garantia fiduciária não entram nos efeitos da recuperação judicial, seguindo entendimento já consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Considerando a exigência legal de integridade e coerência na aplicação do direito, indefiro o pedido no tocante aos créditos com garantias fiduciárias”, afirmou o magistrado na decisão.

Por outro lado, a Justiça concedeu parcialmente pedidos relacionados à continuidade dos contratos essenciais para o funcionamento das empresas. O entendimento foi de que credores não podem interromper automaticamente o fornecimento de produtos ou serviços apenas pelo fato de a empresa ter iniciado uma recuperação judicial.

KPMG será responsável pela administração judicial

A decisão nomeou a KPMG Corporate Finance Ltda. como administradora judicial do processo. A empresa terá 15 dias para apresentar um relatório sobre a situação das sociedades envolvidas e avaliar o pedido de consolidação substancial, que pode permitir que determinadas operações e obrigações sejam analisadas de forma conjunta.

Durante o processo, o Grupo Gennius deverá apresentar relatórios mensais de suas contas ao Judiciário e elaborar um plano de recuperação judicial em até 60 dias. O prazo é considerado obrigatório e, caso não seja cumprido, a legislação prevê a possibilidade de decretação de falência.

Após a entrega do plano, os credores terão 30 dias para apresentar objeções e discutir as propostas apresentadas pela empresa.

Processo seguirá com transparência aos credores

O grupo também pediu que o processo tramitasse em segredo de Justiça, mas a solicitação foi rejeitada pelo magistrado. Segundo a decisão, a publicidade é necessária para garantir transparência aos credores e demais envolvidos.

Documentos com informações empresariais sensíveis poderão permanecer protegidos por sigilo, equilibrando a necessidade de transparência com a preservação de dados estratégicos.

A recuperação judicial inicia uma nova fase para o Grupo Gennius, que agora busca reorganizar suas dívidas e manter em funcionamento uma das maiores redes de alimentação do país, responsável por marcas tradicionais como Habib’s, Ragazzo e Tendal.


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Rafael Menezes ∴

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Equipe Rafael Menezes

Sou jornalista e radialista gaúcho, com mais de 23 anos de experiência na comunicação. Ao longo da minha trajetória, participei de coberturas jornalísticas de grande repercussão nacional e desenvolvi pautas em parceria com grandes nomes do jornalismo brasileiro.

Meu trabalho é sempre guiado pela ética, responsabilidade e compromisso com a verdade. Acredito em um jornalismo sério, transparente e próximo das pessoas, capaz de informar de forma clara e responsável.
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